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João Carlos Ramos

Aviso aos navegantes!

Por João Carlos Ramos · Colunista· 2 min de leitura
Aviso aos navegantes!

João Carlos Ramos

O mar está revolto, mas “navegar é preciso”. O grande poeta português Luiz Vaz de Camões escreveu, em sua obra imortal Os Lusíadas:

“As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram”

A grande epopeia trata-se de uma obra literária monumental que imortalizou a língua portuguesa. Exalta o heroísmo dos lusitanos, destacando sua coragem, fé e a expansão do Império Português. A estrutura combina a narração da viagem real com episódios históricos de Portugal, como as batalhas de Ourique e Aljubarrota, e intervenções divinas, nas quais deuses como Vênus protegem e Baco persegue os navegadores. 

Aonde quero chegar, meus leitores e minhas leitoras? 

O Brasil, desde o início da República, tem sido palco de lutas encarniçadas pelo poder, tendo o vil metal como bandeira gloriosa. Recapitulemos um pouco a história: Deodoro estava idoso e doente, tendo sido colocado como uma espécie de “isca de tubarão” para que desistisse, tendo o Marechal Floriano Peixoto, o “Marechal de Ferro”, ocupado a vaga tão sonhada. 

Sequencialmente, podemos perceber que a luta continuava em nome do povo, mas com interesses não republicanos. Chegamos até o ano de 2026. Segundo o TSE, temos o número de 20.607 candidatos disputando as vagas de Presidente, Governadores, Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Deputados Distritais. Há 1.626 vagas aguardando os vencedores que, obviamente, serão elevados à categoria de “ricos...”. 

Enquanto isso, principalmente os pobres e incultos, defendem de unhas e dentes seus candidatos, querendo “um lugar ao sol...”. Não podemos generalizar, mas sim alertar sobre os perigos do engano. Os perigos da propaganda enganosa e, principalmente, o perigo, sempre crescente, do posterior arrependimento. 

Brasília está em polvorosa. Assistimos, assustados, a todo o lamaçal abundante em que estão afundados. Todos têm razão e todos estão errados, segundo a eterna sabedoria de Plutarco. 

Você que levantará cedo, no dia 4 de outubro, rumo às urnas, na esperança de que o paraíso será inaugurado no dia 1º de janeiro, pode tirar “o cavalinho da chuva”. 

A Bíblia diz: “Maldito é o homem que confia no homem” (Jeremias 17:5). Leve a sua colinha ou sua mente avantajada, contendo os seus candidatos, e vote com consciência. 

Apenas um conselho de minha finada mãe: não comente com ninguém, porque as paredes possuem ouvidos. Se quiser falar no microfone, arque com as consequências, mas não diga que eu não te avisei. Vivemos em tempos tenebrosos. As batalhas serão campais, em busca dos seus votos, que valem ouro. 

Eu nunca fui e jamais serei candidato, nem a síndico do prédio. Você está livre de mim. (Moro em casa alugada e pago o aluguel com meu suor.) 

Maktub! Vencerá aquele que está escrito que vencerá! 

Bons votos!

Deus vos ilumine!

jocarramos@gmail.com


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