Batendo Bola 28/03

José Carlos de Oliveira
Sem nenhuma vontade
Com um treinador interino (sem saber ainda se algum maluco de fora do país topará mesmo assumir este abacaxi), a seleção brasileira de futebol deu vexame no fim de semana, em seu primeiro amistoso pós-Copa do Mundo, com derrota de 2 a 1 para a seleção de Marrocos.
Mas este resultado já era mais do que esperado, e por diversos motivos, a saber...
Motivo I
Ramon Menezes? Nunca! Se nem para técnico do Guarani (e nem é desmerecendo o nosso bravo Bugre, não) ele prestou, que diria então de estar no comando de uma seleção nacional, a principal. Aí já é querer dar um salto maior do que as próprias pernas...
Motivo II
E foi na convocação que ‘Ramonzinho’ mostrou que comandar o escrete nacional principal nunca será a sua praia. Convocar atletas que estiveram sob seu comando no time Sub-20, campeão sul-americano, foi chamar a todos de otários. Alguns destes atletas podem até ter qualidades, mas isso, somente um futuro ainda distante poderá atestar.
Motivo II
E o terceiro e mais importante motivo está também no comando da seleção. Sem ter um comandante determinado, a quem teriam que mostrar serviço para continuar a ser chamados, muitos jogadores entram em campo para passear e nunca para jogar bola. E deu no que deu. De um lado tinha um time que queria ganhar, e do outro estava o Brasil, que estava ali apenas a passeio.
Vitória para o esporte feminino
Nada contra os homossexuais (seja de que sexo for), mas esta farra de homens que se julgam e dizem ser mulheres competindo de igual para igual com atletas que nasceram realmente mulheres tinha mesmo que acabar um dia. E nem é pela opção sexual das atletas trans, mas sim pela vantagem que levam sobre as demais competidoras, por terem nascido e se criado por um bom tempo como homens. É a tal da Lei do Gerson, onde levar vantagem era o que interessava a elas.
No atletismo
E o pontapé para acabar com esta farra veio no atletismo, onde a World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) anunciou, na última quinta-feira, 23, que mulheres transgênero que passaram pela puberdade masculina estão proibidas de disputar eventos internacionais na categoria feminina a partir do dia 31 de março.
Que este exemplo seja seguido por outras federações é o que se espera, para que as verdadeiras atletas femininas, que passam a vida se preparando para as competições, não sejam as grandes prejudicadas,
Mulheres seguem fazendo história
E o esporte feminino do Brasil segue escrevendo novos números em competições internacionais. Desta feita, o fim de semana histórico nacional foi para o boxe. A pugilista baiana, mas radicada em Juiz de Fora, Beatriz Ferreira, de 30 anos, faturou pela segunda vez na carreira o título mundial. Vice-campeã olímpica em Tóquio e atual número 1 no ranking mundial, a brasileira derrotou no domingo, 26, na final da categoria até 60 quilos, a colombiana Angiel Paola Valdez Pana, em decisão unânime dos árbitros, em Nova Delhi (Índia). Bia Ferreira é a primeira pugilista do país a disputar três finais seguidas na competição: foi ouro em 2019 e no ano passado ficou com a prata. O desempenho do boxe feminino brasileiro no Mundial também é o melhor da história. Além da medalha de ouro, o país também subiu ao pódio nesta edição com Bárbara Santos, que levou o bronze nos 70 kg (categoria não-olímpica). Antes, a campanha mais vitoriosa do Brasil havia sido a do ano passado, quando Bia foi vice-campeã e a pernambucana Caroline Almeida levou o bronze nos 52 kg.
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