Batendo Bola: Parece piada, mas não é

José Carlos de Oliveira
Parece piada, mas não é
Tem alguns assuntos que sempre voltam à tona em épocas de eleições, e o Guarani (no que nos interessa mais de perto) vira o foco de debates e até mesmo discussões – principalmente pelas redes sociais – como se conversas e críticas fossem adiantar algo, resolver alguma coisa.
Mas vamos direto ao ponto
Muitos, a grande maioria para ser mais exato, deita falação para cima dos políticos, principalmente do prefeito em cumprimento de mandato, por não prestar a ajuda que o clube tanto precisa e necessita.
Parece ou não brincadeira? Ou será uma piada?
Tem razão?
Sim, analisando a questão a fundo, podem até ter lá suas razões com as ditas cobranças e os políticos locais deveriam sim fazer bem mais que fazem pelo Guarani, mas este é um assunto a ser discutido com calma, levando-se em conta todos os prós e os contras...
...tem-se que considerar é como esta propensa ajuda poderia ser feita (dada), para não gerar mais desentendidos em um futuro não muito distante.
Os contras
E como tem gente contra esta ideia! Não duvidem disto... muitos são e sempre serão contra este pedido de ajuda ao Bugre. Até mesmo gente ligada ao esporte...
... é o tal de por que o Guarani?
... meu time também precisa e é tão importante como ele...
... este dinheiro tinha era que ser usado em assuntos mais importantes, em questões mais úteis e relevantes
...e por aí vai...
Voltam logo atrás
E acredite quem quiser, as dúvidas e interrogações serão levantadas pelas mesmas pessoas que hoje cobram os políticos por não ajudar o clube de Porto Velho. É só o prefeito decidir algo a favor do Bugre que deitam falação para cima dele, e até na justiça tendem a levar a questão.
Uma piada, ou uma grande verdade?
Os prós
E as pessoas deveriam mesmo era estudar a história de Divinópolis e de seu povo, que entenderão que nada e nem ninguém fez mais pela cidade que o clube de Porto Velho, é o Guarani de Divinópolis a frase que corre em todos os cantos do país quando se fala de futebol. Por onde quer que você vá é assim que se fala e se diz – o Guarani de Divinópolis – e esta divulgação do nome da cidade vem sem ônus nenhum para o seu povo e seus políticos... e só por isto já mereceria ser recompensado…
...e estamos conversados.
Superando as expectativas
Se antes de a bola rolar eram muitas as dúvidas em relação à nova comissão técnica e o time para a Segunda Divisão, o tempo (e muito trabalho) tratou logo de colocar o trem nos trilhos e o Guarani superou até aqui as expectativas até dos mais otimistas de seus torcedores, com o time fazendo em campo o que pouco acreditavam que poderia fazer.
Eu mesmo, que sou sempre Guarani e não desisto nunca, não esperava que este ‘casamento’ fosse tão perfeito, com o técnico João Paulo nos fazendo lembrar dos bons tempos do passado, quando o time jogava e encantava seus torcedores.
Ainda é cedo para se cravar o futuro, mas pelo que o time vem mostrando em campo não se tem dúvidas em afirmar, com todas as letras, que novos ídolos da massa bugrina vêm sendo forjados e lapidados no Farião.
Agora a questão é contar os dias, as horas, para enfim festejar o retorno do Guarani para o lugar de onde nunca deveria ter saído, entre os grandes do futebol das Minas Gerais e do Brasil.
E vamos que vamos Bugre!!!
Na conta da diretoria
E o amor da China Azul com o empresário Pedro Lourenço e sua nova diretoria da Raposa podem sofrer um duro golpe nesta reta final de temporada, se o time não corresponder em campo às expectativas dos torcedores azuis. Muitos ainda não digeriram a troca de treinador, e esta mudança brusca na forma de o time jogar (se Fernando Diniz não conseguir implantar a curto prazo seu modo de ver o jogo) pode jogar água no chope dos dirigentes e as críticas vão chover de todos os lados.
Com o time sem vencer e convencer no Brasileirão, a obrigação agora é de título na Sul-americana. E nem quero estar na pele dele (do Pedrinho) se a taça não vier, pois até mesmo quem hoje o defende pode acabar se virando contra ele...
...o negócio hoje é esperar, e torcer, para que não aconteça o pior.
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