Cai a taxa de juros do cartão
Jorge Guimarães
O consumidor e nem os empresários, pelo menos por enquanto, não têm motivos para reclamar deste início de ano. Até o momento, os noticiários sobre a economia são os mais positivos possíveis, tendo em vista que a previsão para amenizar a crise, seria somente no segundo semestre de 2018. Depois da queda dos juros, equilíbrio da inflação e safra recorde de grãos, agora a notícia vem diretamente ao encontro do consumo.
A boa nova é que as taxas médias de juros que incidem no rotativo do cartão de crédito caíram para 441,8% em janeiro, na segunda queda seguida, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), divulgado nesta quinta-feira. No mês, a taxa foi de 15,12%. Isso já pode ser considerado um reflexo dos três cortes da taxa básica Selic promovidos pelo Banco Central desde outubro do ano passado, afirma o diretor da associação, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Mais queda
No caso do cartão de crédito, taxa deste mês é a menor desde abril de 2016, de acordo com o levantamento. Também foram reduzidos os juros do cheque especial, de 314,51% ao ano para 309,24%.
Considerando todas as linhas de crédito para a pessoa física, a taxa de juros média geral passou de 8,16% ao mês em dezembro de 2016 para 8,12% ao mês em janeiro de 2017, a menor desde julho de 2016.
Das três linhas de crédito pesquisadas, direcionadas as pessoas jurídicas, duas tiveram suas taxas de juros reduzidas no mês, capital de giro e desconto de duplicatas e uma teve sua taxa de juros elevada no mês.
Retomada
Para o empresário Dalmo Vasconcelos, as mudanças ocorridas neste início de ano são bem vindas e já deveriam estar em andamento há muito tempo.
— Com a queda dos juros e o equilíbrio da inflação, a tendência é que o consumo aumente gradativamente. É um começo de ano atípico, pois não ouvíamos notícias tão boas quanto ao mercado financeiro como agora. Se tudo correr como está, o ano de 2017 vai ser o começo da retomada da economia — avalia o empresário.
Mesmo com as novas medidas alguns consumidores ainda andam com o pé no freio, pois a sobra do desemprego ainda ronda muitos trabalhadores.
— Está tudo bom, juros caindo e tudo mais, mas o que me preocupa é o desemprego. Eu, por exemplo, vou continuar na minha comprando somente à vista, pesquisando e negociando descontos. Essa de juros baixos não me pega — fala o garçom Wallace Costa
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