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Política

Campanha eleitoral terá hora, diz prefeito sobre acusações de vereador

Por Portal Agora
Campanha eleitoral terá hora, diz prefeito sobre acusações de vereador

Maria Tereza Oliveira

Após Sargento Elton (Patriota) e a Câmara se pronunciarem sobre a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à discordância sobre a votação do pedido de investigação contra o prefeito de Divinópolis, Galileu Machado (MDB), as polêmicas envolvendo o vereador e o chefe do Executivo não terminaram. Galileu, através de uma nota, rebateu a fala de Elton desta quinta-feira, 23, na Tribuna Livre.

Galileu alfinetou o vereador e ainda insinuou que os ataques sofridos por ele teriam viés de campanha.

— Para quem se aventura nesse aspecto, é preciso dizer que a campanha eleitoral terá hora. O atual momento é de trabalhar por Divinópolis melhor — destacou.

De acordo com o chefe do Executivo, o exercício de cargo público impõe ao ocupante algumas condições básicas, dentre as quais se destacam a seriedade, o comprometimento com causas cidadãs e a disposição para aprender cada dia mais.

— Só não se pode admitir que, decorridos dois anos e meio do atual mandato, haja ainda quem não saiba de questões básicas como independência entre os poderes e diferenciação entre que é Poder Público e o que é entidade privada de interesse público — cita.

Em seguida, Galileu defende-se das acusações de Sargento Elton e afirma que o parlamentar mostrou despreparo e incompetência para entender as diferenciações básicas entre os poderes anteriormente citados.

— Ao tentar, em vão, imputar à Prefeitura qualquer interferência nas atividades da Federação das Associações de Moradores de Divinópolis (Fambacord), reforçou o desconhecimento que tem sobre o funcionamento do tipo de entidade, autônoma e gerida por estatuto próprio. A composição dá-se de acordo com critérios estabelecidos por movimento comunitário — disse.

Nomeações

Não é de hoje que as nomeações do Executivo têm sido alvo de críticas dos vereadores.

Em seu pronunciamento da última reunião da Câmara, Sargento Elton, levou resultados de um concurso público e ainda questionou a convocações a mais do que constava no edital. De acordo com ele, era para ser chamado apenas o primeiro colocado para o cargo de contador. Entretanto, foram nomeados três candidatos para a mesma vaga.

O vereador ainda disse que o terceiro colocado do concurso em questão, seria irmão de uma secretária importante do Governo Galileu. Ele ainda pediu uma explicação do Executivo sobre as nomeações. O parlamentar ainda disse que se não ficar evidenciado a legalidade do ato, irá levar o caso ao Ministério Público (MP).

Liminar

Após divergências na forma como a votação foi conduzida, o parlamentar entrou com um mandado de segurança direto no STF. Nesta quinta-feira, 23, foi deferida uma liminar em favor do pedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Com isto, a novela ganhou mais um capítulo.

A votação do pedido teve o placar de dez votos favoráveis e cinco contra e, portanto, foi recusado. De acordo com a Câmara, eram necessários 12 votos favoráveis, ou seja, maioria qualificada.

Enquanto os vereadores da oposição cobravam que a maioria simples seria necessária, a presidência da Casa determinou que eram necessários 2/3 dos votos para a aprovação.

Comemoração

Após a liminar, ainda na quinta-feira, 23, o Sargento Elton chegou a questionar em entrevista a decisão dos procuradores da Casa Legislativa. Para ele, pedir a maioria qualificada para aceitar sua denúncia demonstra a falta de conhecimento sobre os trâmites legais para a admissibilidade, ou um “conluio” para tentar defender o prefeito de supostos crimes.

O vereador chegou a dizer que a liminar dá um prazo de cinco dias para o presidente da Câmara tomar as providências para iniciar as investigações contra Galileu.

Câmara contra-ataca

Em contrapartida, a Casa Legisladora soltou uma nota nesta sexta-feira, 24, que desmente o edil. Conforme afirma o texto, a liminar confere efeitos suspensivos à decisão do Plenário da Câmara e determina que a denúncia então apresentada não seja arquivada. Tudo isso, até que se tenha uma decisão pacificada e definitiva.

— Acredita-se que por má-compreensão do vereador autor do pedido, não determina que a denúncia seja acolhida por esta Casa, que o procedimento tenha seguimento ou que se inicie os ritos previstos até a fase de cassação do prefeito municipal — alega a nota.

A Câmara ainda informou que, seguindo a recomendação da Procuradoria da Casa, que deu o veredito com base em diversas decisões do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foi adotado como requisito para admissibilidade do pedido da denúncia, o voto favorável de 2/3 dos vereadores.

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