Moraes nega atuação no caso Master e chama acusações de ‘fantasiosos’ e ‘criminosas mentiras’
Ministro do STF acusa André Mendonça de motivação política e aponta suposta fraude em relatório da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou na noite de segunda-feira, 14, um documento de 44 páginas em que contesta informações de um relatório da Polícia Federal sobre uma suposta relação entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento foi produzido a pedido do ministro André Mendonça.
Segundo o relatório, Moraes teria editado um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci, e o Banco Master. O documento também aponta que o ministro teria sido consultado por Vorcaro dois dias antes da prisão do banqueiro, quando ele tentava deixar o país.
Moraes contesta acusações
Na manifestação, Moraes classificou os diálogos apresentados pela Polícia Federal como “fantasiosos” e “criminosas mentiras”. O ministro também acusou André Mendonça de ter “motivação político-eleitoral” e de utilizar relatórios de inteligência considerados apócrifos da Polícia Federal para sustentar as acusações.
Moraes afirmou ainda que nunca atuou, no âmbito do STF, em qualquer processo envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci.
O ministro também questionou a possibilidade de verificar a autenticidade das informações apresentadas no relatório. Segundo ele, os dados não seriam passíveis de controle de veracidade ou auditoria.
Questionamentos sobre relatório
Moraes alegou ter ocorrido uma “quebra da cadeia de custódia” na elaboração do documento. De acordo com o ministro, essa situação teria permitido a inclusão de arquivos falsos e mensagens armazenadas em “blocos de nota”, além de outras supostas irregularidades.
Na manifestação, Moraes também levantou a possibilidade de participação estrangeira na produção do relatório. Ele afirmou que o documento não teria sido elaborado integralmente dentro da Polícia Federal e citou o possível auxílio de um órgão externo.
Para o ministro, a suposta interferência teria relação com as eleições brasileiras de 2026. Moraes afirmou que o objetivo seria tentar incriminá-lo enquanto relator de ações julgadas pela Primeira Turma do STF relacionadas à tentativa de golpe de Estado mencionada por ele.
A manifestação foi apresentada após o relatório produzido a pedido de André Mendonça levantar questionamentos sobre a relação entre Moraes, seu escritório e Daniel Vorcaro. O ministro nega as acusações e contesta a validade das informações apresentadas pela Polícia Federal.
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