Câmara aprova licença-maternidade de 120 dias para vereadoras

Da Redação
Com apenas oito mulheres vereadoras ao longo dos 113 anos de história de Divinópolis, a Câmara nunca havia discutido o tema licença-maternidade. A situação mudou apenas neste ano, com a gravidez da vereador Kell Silva (PV). Com isso, a Câmara aprovou, por unanimidade, a Resolução 572/2025, da Mesa Diretora, em votação no dia 13 de maio. O texto já está em vigor.
Conforme o texto, a licença terá duração ordinária de 120 dias, extensível a 180 dias, mediante opção formal da parlamentar, sem prejuízo do respectivo subsídio por todo o período.
— Isso é fruto de uma história que sempre exclui as mulheres da política. Isso é um grande passo que vai garantir mais mulheres na política — celebrou Kell.
Atualização
Durante a discussão, em 13 de maio, Kell classificou a mudança como uma modernização do Regimento Interno, pela qual parabenizou o presidente Israel da Farmácia (PP).
— Não tinha nada que resguardasse nós, mulheres. (...) Isso vai garantir que as mulheres permaneçam no cargo — ressaltou.
O texto também estabelece as regulamentações para os casos de nascimento prematuro, natimorto, aborto legal, dentre outras situações.
Nascimento prematuro: a licença terá início a partir do parto.
Natimorto: decorridos 30 dias do evento, a parlamentar será submetida a exame médico e, se julgada apta, reassumirá o exercício.
Aborto legal: atestado por médico oficial, a parlamentar terá direito a 30 dias de repouso remunerado.
No caso do pedido de extensão da licença-maternidade de 120 para 180 dias, o suplente será convocado para atuar neste período.
Outras mudanças
A resolução também passou a permitir a entrega de moções para entidades despersonalizadas, ou seja, sem registro de CNPJ, como corais de igrejas e outros grupos sociais.
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