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Augusto Ambrosio Fidelis

Celebração ,da Semana Santa

Por Portal Agora
Celebração ,da Semana Santa

Augusto Fidelis

Na próxima semana afivelo malas para São João Del Rei, onde vou apreciar as belezas da Semana Santa na Cidade dos Sinos. No entanto, parte do que vou buscar na referida cidade, já encontrei aqui mesmo, na Igreja de São Vicente de Paulo, no bairro Interlagos.

No último domingo, estive lá para conferir a abertura do Setenário de Nossa Senhora das Dores, anunciado num belíssimo programa distribuído pela comunidade paroquial. Vale lembrar que setenário é uma palavra que está relacionada com o número sete. Entre outros significados, no caso específico, Setenário é a festa ou devoção comemorativa das sete dores de Nossa Senhora.

Assim, ao aproximar a Semana Maior, a Igreja motiva os cristãos a prepararem-se para celebrar os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo contemplando o sofrimento da Mãe do Salvador, através de sete passagens bíblicas: as profecias de Simeão; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus no Templo; o encontro com o filho a caminho do calvário; Maria se mantém de pé aos pés da cruz;  Maria recebe o filho morto em seus braços; Maria acompanha o sepultamento de Jesus.

No Interlagos, o início da celebração estava marcado para as 19h30min, no entanto, cheguei meia hora antes para garantir um lugar mais estratégico. De início, a igreja estava quase vazia, até pensei que os fieis não fossem tão solidários. Ledo engano: vinte minutos depois o templo abarrotou-se e não era sem motivo, porque valeu à pena ter comparecido.

Resguardadas as proporções, a procissão de entrada assemelhava-se à do Vaticano, com tochas lindas, muitos acólitos e o delicioso cheiro de incenso. No domingo foi contemplada a primeira dor, ou seja, a apresentação do Menino Jesus no Templo e as profecias do velho Simeão que previu que uma espada de dor transpassaria a alma da Mãe do Redentor. Antes do anúncio do Evangelho houve a encenação desse quadro, de maneira muito digna pelos atores.

Tradicionalmente, a etiqueta manda tirar o chapéu à passagem de uma pessoa a quem se deve admiração e respeito. Quisera eu ter um para, solenemente, tirá-lo para o padre Cristiano Álisson de Oliveira. É incrível o zelo desse sacerdote com o sagrado e como ele consegue realizar cerimônias tão bonitas, com envolvimento de tanta gente, e tudo se desenvolver de maneira tão certa, sem estresse. Neste setenário, as cerimônias do padre Cristiano incorporam o que há de melhor nas cidades mais tradicionais de Minas Gerais, como é o caso de São João Del Rei. Caro leitor, estimada leitora, ainda há tempo de você conferir. augustofidelis1@gmail.com

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