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Chuvas históricas deixam mortos e centenas de desabrigados em Minas Gerais e São Paulo

Chuvas históricas deixam mortos e centenas de desabrigados em Minas Gerais e São Paulo

Lucas Maciel

O Sudeste do Brasil enfrenta uma semana de tragédia marcada por chuvas históricas que provocaram mortes, deixaram centenas de pessoas desabrigadas e causaram destruição em cidades de Minas Gerais e São Paulo. A intensidade das tempestades chamou atenção das autoridades, que decretaram estado de calamidade e emitiram alertas máximos para a população em diversos municípios, enquanto equipes de resgate e defesa civil trabalham sem descanso para minimizar os impactos. 

O fenômeno climático, considerado excepcional para o período, atingiu áreas urbanas e rurais, provocando enchentes, deslizamentos, interdições de vias e perdas materiais significativas. As chuvas afetaram diretamente cidades como Juiz de Fora, Ubá, Natividade da Serra, Ubatuba e Peruíbe, além de regiões metropolitanas e do interior mineiro e paulista. 

Em Juiz de Fora, o acumulado de precipitação ultrapassou 584 milímetros, mais que o dobro do esperado para fevereiro, tornando o mês o mais chuvoso da história da cidade. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e mobilizou todas as equipes disponíveis para atender às ocorrências emergenciais.

Mortes e desabrigados

Até o momento, pelo menos 20 pessoas perderam a vida em Minas Gerais e São Paulo devido aos temporais. Em Juiz de Fora, ocorreram mortes em diferentes pontos da cidade, incluindo bairros das ruas Natalino José de Paula e Orville Derby Dutra, a Estrada Athos Branco da Rosa e a rua Jacinto Marcelino. A Defesa Civil estima que 440 pessoas estejam desabrigadas, recebendo acolhimento provisório e apoio emergencial da administração municipal.

No estado de São Paulo, Natividade da Serra registrou a morte de um homem de 67 anos após o desabamento de sua residência em consequência do vendaval, enquanto Ubatuba contabilizou duas vítimas em um naufrágio causado pelas enchentes. Outras cidades, como Peruíbe, Campinas, Sorocaba, a Serra da Mantiqueira e regiões do Vale do Paraíba, permanecem em estado de atenção ou emergência devido ao risco de novos desastres. Desde dezembro de 2025, São Paulo soma 19 mortes relacionadas a enchentes, enxurradas e deslizamentos provocados por chuvas intensas.

Ações emergenciais

As autoridades locais e estaduais atuam para atender às ocorrências e garantir o suporte às famílias afetadas. Em Juiz de Fora, equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos de segurança foram mobilizadas para resgatar moradores ilhados, desobstruir vias, prestar assistência em áreas de risco e verificar imóveis com risco estrutural. Foram registradas mais de 40 ocorrências emergenciais em poucas horas, envolvendo deslizamentos, alagamentos e residências ameaçadas pelo transbordamento do rio Paraibuna.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, reforçou que todos os recursos da administração municipal estão sendo utilizados para atender vítimas e salvar vidas, destacando que bairros estão ilhados e que a situação requer atenção máxima. Escolas e creches permanecem fechadas, funcionários da prefeitura trabalham remotamente e a população é orientada a evitar deslocamentos desnecessários.

Em São Paulo, a Defesa Civil estadual também emitiu alertas para a capital, cidades do litoral, Vale do Paraíba e áreas serranas, reforçando a necessidade de monitoramento constante de rios, encostas e infraestrutura urbana. Prefeituras dessas regiões mantêm equipes de prontidão, abrigos preparados e planos de evacuação prontos para casos de risco imediato.

Panorama 

O fenômeno climático atinge um amplo corredor do Sudeste, desde a Zona da Mata mineira até o litoral paulista, afetando cidades de diferentes portes e mostrando que os impactos das chuvas intensas não se limitam a um único município. Além de Juiz de Fora e Ubá, regiões como Natividade da Serra, Ubatuba, Peruíbe, Campinas, Sorocaba e áreas metropolitanas de São Paulo permanecem em alerta.

Especialistas apontam que a combinação de frentes frias, instabilidade atmosférica e saturação do solo contribuiu para volumes de precipitação acima da média, elevando o risco de calamidades e reforçando a necessidade de políticas públicas preventivas e planos de contingência robustos.

Divinópolis

Em Divinópolis, a previsão indica dias de chuva intensa e temporais entre esta quarta-feira, 25, e domingo, 1º, com volumes de precipitação que podem chegar a 23,5 mm diários e risco de enchentes urbanas. A cidade deve enfrentar pancadas de chuva contínuas ao longo do dia, com possibilidade de trovoadas à tarde e à noite, aumentando a vulnerabilidade de áreas já suscetíveis a alagamentos.

Autoridades locais reforçam o alerta e orientam a população a evitar áreas de risco, não transitar por vias alagadas, monitorar informações oficiais e manter contato com familiares e vizinhos.

Alerta e prevenção

A situação reforça a importância de medidas preventivas e da preparação das cidades para fenômenos extremos. Moradores de áreas de risco devem seguir orientações das autoridades, evitar deslocamentos desnecessários, acompanhar boletins meteorológicos e manter canais de comunicação abertos com familiares e vizinhos. O cenário evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura urbana e o impacto das mudanças climáticas na região.

As chuvas históricas que atingem o Sudeste têm efeitos diretos sobre a vida da população. O alerta permanece, e a expectativa é que a população siga as orientações para atravessar o período de instabilidade com segurança, enquanto equipes governamentais e de resgate trabalham intensamente para minimizar os danos causados pelos temporais.

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