Ciclo das águas termina abaixo da média

Rafael Camargos
Se as chuvas em Divinópolis e região estão escassas, a tendência é que daqui para frente haja uma piora. A última vez que a água caiu na cidade foi no fim de semana, porém, os míseros 3,4 milímetros não baixaram nem a poeira que paira sob o céu. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) deve chover hoje, 8, e amanhã 9, por isso, as temperaturas vão ter uma leve queda. Nos primeiros dias da semana, os termômetros variaram entre 19° C e 30° C. A umidade relativa do ar ontem, começou em alta, registrando incríveis 90% e caiu durante à tarde para 45%. No final do dia, voltou a subir. Segundo o meteorologista, Luís Ladéia, o período chuvoso está acabando, por isso, devem ocorrer pancadas isoladas até o final do mês, mas, a partir de abril ficará cada vez mais difícil ver, sentir ou ouvir o barulho da chuva região. Com o tempo estável, as chuvas devem ocorrer no final da tarde, início da noite de hoje.
— Uma frente fria vinda do Norte do Rio de Janeiro e Sul do Espírito Santo, passando pela Zona da Mata e chegando à área central de Minas aumenta as chances de chuva na região. Por isso, devem ocorrer pancadas isoladas — explicou o especialista.
Sem chuvas
Com o fim do verão e a chegada do outono no final do mês, o volume vai diminuir. De acordo com Ladéia, a queda é normal e está dentro do esperado para está época do ano.
— É o final do ciclo chuvoso, de meados de abril para frente fica mais difícil chover — frisou.
Abastecimento
A falta de chuvas na cidade preocupa a população. Procurada pela reportagem, a Copasa informou em nota, que em Divinópolis, a captação de água é a fio d’água diretamente nos rios Itapecerica e Pará não tendo como medir o nível desses mananciais. Segundo a empresa, a variação é sazonal, acontece de acordo com as estações do ano.
Conforme a nota, o abastecimento na cidade, está normal, sem nenhum indicativo de racionamento, até o momento.
Níveis
Sem chuvas, os rios tendem a secar e, segundo a Copasa, este ano, o rio Itapecerica está ligeiramente mais baixo em relação a 2016, porém dentro do previsto. Já o Pará, o seu nível varia em razão da operação das barragens de (Cajuru) e a jusante (Gafanhoto) da captação, pela Cemig, mas o sistema é dotado de balsa flutuante, que se adapta à variação do nível do rio. A nota afirma ainda que cidade não teve seu abastecimento público afetado em nenhum momento, nem mesmo na estiagem dos anos anteriores.
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