Região de Divinópolis é a 10ª de MG em violência contra a mulher

Flávio Flora
A violência doméstica e familiar contra a mulher caiu, entre 2015 e 2016, em todo o Estado e também em Divinópolis. Em Minas, foram 2.681 ocorrências a menos deste tipo de crime no último ano, o que representa uma queda de 2,08%. Já na região, tendo Divinópolis como referência, houve queda de 5,7% com 7.651 casos em 2015 e 7.216 em 2016.
Estas informações estão no estudo publicado esta semana pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social do Governo de Minas. O “Diagnóstico da Violência Doméstica e Familiar em Minas Gerais 2015-2016” traz um panorama de violências físicas, psicológicas, patrimoniais, morais e sexuais sofridas pelas mineiras, com tipificações da Lei 11.640/2016 (Lei Maria da Penha).
Na publicação estão dados de todas as 853 cidades do Estado, e também uma divisão por regiões de segurança. Além das taxas por 100 mil habitantes dos crimes contra a mulher, há uma análise da situação de cada localidade, definida como alto índice, médio ou baixo índice.
Vítimas em Minas
Uma revelação do estudo é que, apesar da queda de 2% em relação a 2015, 126.710 registros de violência doméstica e familiar contra a mulher foram contabilizados no ano passado em Minas. Fazendo as contas, 367 mulheres diariamente sofrem algum tipo de agressão, o que equivale a perto de 14 vítimas por hora.
O estudo analisa ainda os perfis das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar registrada nos anos de 2014 a 2016. Aponta que os autores são, em 38% dos casos, os companheiros, e, em 31%, os ex-companheiros.
A maior parte dos agredidos tem a cor da pele parda (46%), seguida de brancos, em 33% dos casos. Aproximadamente 23% das vítimas possuem ensino fundamental incompleto, seguido de 19% que são alfabetizadas, e18% com ensino médio completo. A faixa etária prevalecente entre as mulheres vítimas está entre 25 a 34 anos.
Quanto à escolaridade das vítimas, cerca de 23% delas possuem ensino fundamental incompleto, seguidas de 19% alfabetizadas e 18% com o ensino médio completo.
Por regiões
Avaliando a taxa de violência doméstica entre as regiões, que leva em conta a densidade populacional, a região de Uberaba é a que apresenta maior taxa de registros (796 a cada 100 mil habitantes). A região de Patos de Minas fica com o segundo lugar (726 a cada 100 mil habitantes).
Na outra ponta, com os menores índices, está a região de Uberlândia, com média de 445 registros, seguida de Contagem e Ipatinga
Em todas as regiões do Estado, segundo o diagnóstico, a violência física é o tipo de agressão mais sofrida pelas mulheres, o que inclui crimes como lesão corporal, vias de fato, homicídio e tortura.
Divinópolis
Na Região Integrada de Segurança Pública (Risp 7) Divinópolis, os números chegaram a 7.651 casos em 2015, e a 7.216 registros em 2017, inscrevendo-os na faixa de média taxa de registros. Houve uma leve redução da violência, mas está entre as 10 Risps com maior número de ocorrências.
Entre os tipos de violações da Lei Maria da Penha predominam, pela ordem, as físicas e as psicológicas (ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante etc.). Há dezenas de casos também de violações de patrimônio (retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos etc.) e moral, entre outras.
Os dados dos últimos três anos contidos nos “Diagnóstico da Violência Doméstica e Familiar”, deste ano, indicam que houve um aumento significativo da violência sexual de 75 casos em 2014, para 127 em 2016. A violência moral (calúnia, difamação ou injúria etc.) também aumentou no mesmo período: de 134 em 2014 para 184 casos em 2016.
Cidades do Risp 7
As cidades da Risp 7 que mais apresentaram casos de violência doméstica e familiar contra mulher, em 2016, alcançando as maiores taxas foram: Cedro do Abaeté (12,72), Leandro Ferreira (11,60) e Morada Nova de Minas (11,59).
Os menores escores foram das cidades de Serra da Saudade (1,12), São Sebastiao do Oeste (3,05) e Tapirai (3,74), entre as principais. Os dados localizados mostram Divinópolis reduzindo suas taxas de 6,79%, em 2014, para 6,17% em 2016.
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