Comércio espera crescimento das vendas com o Pré-Carnaval

Jorge Guimarães
Com o Pré-Carnaval, agendado para o próximo sábado, no alto da Paraná, o comércio de alimentos, bebidas e, ultimamente, de acessórios e instrumentos musicais, espera crescimento nas vendas, haja visto o número crescente de blocos e foliões a cada edição da festa.
As lojas especializadas já se preparam para receber os clientes nesta semana, conta o gerente de um estabelecimento que comercializa instrumentos musicais, João Davi Ferreira.
— Desde 2017, quando foi realizada a segunda edição do Bloco do Cléo, nossas vendas aumentam a cada ano. Na última edição, antes da pandemia, nós crescemos entre 15% e 20% e, neste ano, esperamos crescer, até o fim do mês, em torno dos 30% - sendo os itens como baquetas, peles e outras peças de reposição para instrumentos de baterias os que mais têm saída — detalha.
Assim, o renascimento da festa de momo na cidade, mesmo não sendo nas datas oficiais, traz boa expectativa de negócios para os próximos dias. Nesse ritmo, outros segmentos, como o de vestuário e calçados, também seguem atrás do trio elétrico.
Supermercados
Um dos setores que mais podem faturar é o de alimentação. Nos supermercados, algumas peças de carne bovina já entraram na semana com preços promocionais. Ontem, em uma loja de rede de supermercado, o contra-filé era comercializado a R$ 44,98, a alcatra a R$ 44,90 e linguiça de churrasco a partir de R$ 15,48. Isso sem falar nas promoções de cervejas que se espalham por várias gôndolas.
— Estamos com várias promoções e o cliente escolhe entre a artesanal até a industrializada. Temos para todos os gostos e bolsos — disse o gerente, Walace Souza.
Vendas
A avenida Paraná e as ruas de seu entorno devem receber um ótimo público. Para vender no local, os credenciados deverão oferecer os mais diversos sabores de churrasquinhos e aquela cerveja gelada, para deleite dos foliões presentes.
— Eu e minha turma vamos participar do evento, fizemos um bloquinho entre os amigos. Vamos chegar mais cedo e procurar um bom lugar para desfrutar da alegria e tomar aquela gelada — comentou o estudante Lúcio Flávio Gontijo.
Visitantes
Nas últimas edições, os blocos têm atraído um grande número de pessoas das cidades vizinhas. Com isso, o comércio aumenta suas vendas e há rotatividade de clientes em todos os segmentos.
Por conta da festa, os foliões aproveitam para comprar fantasias, enfeites, máscaras e brilhos, nas regiões comerciais da cidade, enchendo também os bares, restaurantes, salão de beleza, shoppings e hotéis.
— Nos anos anteriores, comprar alguma coisa para comer era incrível. Ou você entrava em um restaurante e esperava horas ou comia o que tinha pela frente. Sem falar que, até para usar os banheiros, tinha filas enormes ou se pagava para utilizar de estabelecimentos particulares. Tomara que tenham pensado nisso, pois a festa recebe inúmeras famílias, que devem passar aperto, principalmente com as crianças — avalia o farmacêutico, morador de Belo Horizonte, André Luiz Vasconcelos.
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