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Economia

Consumidores já sentem queda no preço da carne

Por Portal Agora
Consumidores já sentem queda no preço da carne

Jorge Guimarães

Quem vai às compras à procura de carne, não pode reclamar do preço da carne, não está tendo do que reclamar, ao menos da bovina. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de janeiro deste ano, o preço da carne bovina teve redução de 3,87%, em se levando em conta ao aumento de abate de bovinos, no primeiro trimestre, que teve alta de 4,8%, quando comparado a igual período de 2022. Alguns cortes tiveram redução neste início de ano, especialmente, os considerados de primeira.

A reportagem pesquisou junto a um dos mais tradicionais açougues da cidade, ganhador do prêmio ‘Top of Mind’ em 2019, para saber como está o mercado da carne bovina neste início de ano. O empresário, Kilderson Neylon de Oliveira, reconhece a queda.

— Realmente, o preço da arroba da carne bovina caiu, e teve uma redução significativa. No geral, todas as carnes tiveram uma queda em torno de R$ 3 a R$ 5 no quilo — avalia.

Consumo

O dono de uma lanchonete, Elias Costa, sempre dá preferência por comprar em açougues de confiança. Em certas ocasiões, porém, ele recorre aos supermercados, motivados pelas promoções semanais.

— Atualmente, estou aproveitando mais as promoções dos supermercados, mas sempre comprando alguma coisa em açougues onde já me tornei cliente. Temos que manter um bom relacionamento com todos — conta.

Já para o almoxarife, Paulo César Pereira, a ligeira queda nos preços e as promoções o levaram a aumentar um pouco as compras da carne bovina.

— Se a gente já consumia, imagina agora que os preços tiveram uma ligeira queda. Sempre faço minha pesquisa e compro quase sempre nas promoções, aproveito para levar um pouco a mais e congelo — afirmou.

Queda

A redução nos preços da soja e do milho, alinhada à maior oferta de gado nos frigoríficos, foi determinante para a a baixa no preço, aponta o economista Leandro Maia.

— No atual cenário, o mercado da soja e do milho tiveram uma queda de preços, o que reflete diretamente na alimentação do gado, que é feita com ração à base destes grãos. Alinhado a isso houve um aumento de ofertas de gado aos frigoríficos, em função do pasto. Assim, com maior oferta, a tendência é do preço cair — explica.

Preços

A reportagem esteve ontem em três lojas de distintas redes de supermercados e constatou que a pesquisa ainda é a melhor opção para o consumidor na hora de comprar. Em uma delas, o acém, maçã de peito ou paleta, era comercializado a R$ 23,98, o músculo a R$ 24,98. A chã de dentro em uma loja de rede era vendida a R$ 33,90 e, em outra, o mesmo corte, a R$ 29,98, mesmo preço do patinho. Os outros cortes como a fraldinha e a chã de fora eram vendidos a R$ 29,98.

No geral, a diferença de preços entre as lojas de rede ficou nos centavos. Já em tradicional açougue, o preço da chã de dentro estava a R$ 35 e R$ 40 a alcatra e o contra filé.

— Estes preços devem se manter por agora, ainda mais com a chegada do inverno, estação em que os empresários preferem não confinar o gado, devido o alto custo, aumentando assim, o abate. Como temos um mix variado de fornecedores, podemos oferecer uma variedade maior de opções para nossos clientes — detalhou o gerente de loja, Sérgio Antônio Silva.

 

 

 

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