Crescem os casos de violência doméstica e familiar na cidade

Da Redação
Os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher cresceram em Divinópolis. A informação é do Relatório Estatístico apresentado na última semana pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Os números são referentes ao ano passado e é o maior registro nos últimos quatro anos. A estatística foi apresentada na última semana na Prefeitura.
Números
Ao todo, 1.679 casos de violência doméstica e familiar contra a mulher foram registrados na cidade em 2023. O número representa um aumento de quase 3% em relação ao ano anterior. Confira os números:
- 2023: 1.679 casos;
- 2022: 1.635 casos;
- 2021: 1.610 casos;
- 2020: 1.499 casos.
Notificações
As notificações também aumentaram nos últimos quatro anos. De acordo com o relatório estatístico, o número de 2023 é o maior em cinco anos. 274 notificações de violência contra mulher e 120 de violência sexual foram registrados. Veja os números:
- 2023: 274 notificações de violência contra mulher e 120 de violência sexual;
- 2022: 272 notificações de violência contra mulher e 115 de violência sexual;
- 2021: 235 notificações de violência contra mulher e 101 de violência sexual;
- 2020: 228 notificações de violência contra mulher e 85 de violência sexual;
- 2019: 239 notificações de violência contra mulher e 68 de violência sexual.
Atendimento
O número de atendimentos a mulheres vítimas de violência doméstica também é o maior nos últimos três anos em Divinópolis. Em 2023, cerca de 240 foram acolhidas no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
37 crianças e adolescentes entre 0 a 17 anos foram vítimas de abuso sexual no ano passado. 42 na mesma faixa etária sofreram exploração sexual. 6 mulheres com deficiência e 37 idosas também sofreram violência.
Tipo
O relatório também usou dados do Fórum Nacional de Segurança Pública. Um dos tópicos analisados em âmbito nacional foi a tipificação da violência.
24,5% das entrevistadas relataram ter recebido tapas, apanharam ou empurrões. 21,1% comentaram ter escutado ofensas sexuais do parceiro ou ser forçada a realizar relação sexual à contra gosto. 12,9% contaram terem sido forçadas a ficar sozinhas e serem impedidas de se comunicar. 9,8% disseram que tiveram recursos básicos negados pelo parceiro.
Violências físicas, morais, psicológicas, sexuais e patrimoniais foram citadas pelas mulheres vítimas.
Relatório
O relatório apresentado pela Semas trata-se de uma pesquisa quantitativa, por meio de levantamento de dados disponíveis nos sistemas de informações vinculados às políticas públicas setoriais e dos órgãos de Segurança e Justiça.
Os dados mostram que um terço das mulheres ao redor do mundo sofrem algum tipo de violência física ou sexual durante a vida. No Brasil, 26 mulheres sofrem agressão física por hora, uma menina ou mulher é estuprada a cada 10 minutos. 3 mulheres são vítimas de feminicídio a cada dia.
Conclusão
O relatório da Semas analisou a situação atual e apresentou uma conclusão sobre o tema.
— A violência contra a mulher é uma ofensa à condição de dignidade da pessoa humana e impacta negativamente a saúde mental, física, sexual e reprodutiva de uma pessoa, na vida das famílias e de toda a sociedade — conclui o relatório.
O documento também destacou avanços.
— O aprimoramento dos sistemas de informações unificados, que tomem como base formulário padronizado, bem como a atualização periódica das pesquisas representa um avanço no compromisso de aprimoramento das ferramentas de planejamento e gestão governamental — finaliza.
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