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Saúde

Custo da cesta básica se mantém elevado pelo 5º mês consecutivo, aponta levantamento

Por Portal Agora
Custo da cesta básica se mantém elevado pelo 5º mês consecutivo, aponta levantamento

Da Redação

Pelo quinto mês consecutivo, a cesta básica de alimentos em Divinópolis segue em alta. De acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico Sociais, o Nepes, da Faculdade UNA Divinópolis, desta vez, o reajuste foi de 2,9%, comparando os meses de agosto e setembro. Em setembro, o conjunto de alimentos passou a custar R$ 478,84, R$13,50 a mais que em agosto, onde o valor da cesta chegou a R$ 465,34. A pesquisa do custo da cesta básica é realizada conforme metodologia sugerida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foi realizada entre os dias 20 e 26 de setembro de 2021 com o levantamento de preços praticados por 06 estabelecimentos com representatividade no ramo de produtos alimentícios no município.

Segundo o coordenador da pesquisa, professor Wagner Almeida, para este levantamento não foram considerados preços promocionais para os produtos listados. No caso da carne, que representa o maior peso, 40,82%, na composição da cesta, foram pesquisados os preços dos cortes chã de dentro e chã de fora.

— O alto preço da carne, observado em setembro/2021 e nos meses anteriores, pode ser atribuído às condições ruins das pastagens, ao clima seco e os altos custos de produção — explica Wagner.

O professor destaca que entre os itens que demonstraram aumento estão a banana prata (48,64%%), o óleo de soja (21,93%), a manteiga (9,23%) e o açúcar (3,09%). Enquanto isso, houve queda no preço da farinha (15,23%), da batata inglesa (9,82%) e do pão francês (6,22%).

— A alta nos preços da banana prata, do açúcar e da manteiga pode ser explicada pela oferta restrita por causa do clima seco e da falta de chuvas. Já o aumento no preço do óleo de soja, deve-se ao volume de exportação que cresceu, em especial para a China, e, com o problema de escoamento de grãos nos Estados Unidos, a demanda internacional esteve voltada para a soja brasileira — reforça o professor.

Inflação

Na última sexta-feira, 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou a inflação oficial do País calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro, o maior para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. Com este resultado, a inflação no acumulado em 12 meses chega a 10,25%. Dos grupos pesquisados para a composição do índice, o de alimentação e bebidas teve uma variação de 1,02% em relação a agosto e contribuiu com 0,21 pontos percentuais para resultado de setembro.

Salário mínimo
A pesquisa ainda aponta que para o trabalhador remunerado pelo piso nacional, o valor de R$478,84 é equivalente a 43,5% do salário mínimo bruto. Em agosto, o percentual foi de 42,3%.

— Ao comparar com o salário mínimo líquido, isto é, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador comprometeu em setembro, 47,06% do salário mínimo líquido vigente para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta — conta o coordenador da pesquisa, Wagner Almeida.

A partir destes dados e de acordo com o levantamento feito em Divinópolis pelo NEPES/Una no mês de setembro de 2021, estima-se que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 3.340,74, valor que corresponde a 3,04 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

— O cálculo é feito levando em consideração a uma família de quatro pessoas, composta por dois adultos e duas crianças, que por hipótese, consomem como um adulto, conforme orienta o Dieese. Pode-se inferir que este seria o orçamento total capaz de suprir também, as demais despesas com habitação, vestuário, transporte e outros — explica.

Wagner reforça que com base no valor médio da cesta básica em setembro/2021, o trabalhador divinopolitano remunerado pelo piso nacional precisou trabalhar 95 horas e 46 minutos, mais que em agosto, quando foi de 93 horas e 04 minutos.

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