Carregando clima…
Política

Desocupação do Camelódromo pode gerar indenizações contra Prefeitura, alerta advogado

Por Portal Agora
Desocupação do Camelódromo pode gerar  indenizações contra Prefeitura, alerta advogado

Matheus Augusto

Apesar de prevista para se encerrar neste domingo, 12, a novela da desocupação do Camelódromo pode continuar na Justiça. É o que garante o advogado representante da Associação dos Vendedores Ambulantes de Divinópolis (Aprovad) no caso, Robervan Faria. Segundo ele, a Prefeitura pode responder judicialmente pela ação caso mantenha a decisão.

— Se houver a desocupação, passando por cima de uma ação judicial que está discutindo a validade do acordo firmado entre o Município e a Defensoria Pública para desocupação em 12 de janeiro, ações indenizatórias poderão ser ajuizadas contra o Município, caso seja procedente a ação anulatória — argumentou.

Ao Agora, a Prefeitura disse que não há a possibilidade de prorrogação do prazo homologado pela Justiça para a saída dos ambulantes do quarteirão fechado da rua São Paulo. De acordo com o Executivo, os profissionais devem deixar o local até este domingo, pois, já na segunda-feira, 13, servidores já estarão no local para a retirada dos boxes.

Cautela

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o advogado Robervan Faria declara que a desocupação não pode ocorrer, visto que uma ação de sua autoria ainda está em andamento.

— Quero dizer que a Prefeitura Municipal não vai poder desocupar aquele espaço. Os camelôs não vão desocupar o Camelódromo. Não vão desocupar porque nós ajuizamos uma nova ação, uma ação anulatória em dezembro de 2019, discutindo a validade do acordo que foi firmado entre o Município de Divinópolis e a Defensoria Pública. (...) Nós entendemos que aquele acordo firmado é nulo — afirma.

O advogado da associação ainda relata que o prefeito Galileu Machado (MDB) tem conhecimento da ação.

— No nosso entendimento, sem sombra de dúvidas, o acordo é nulo. Então eu peço cautela absoluta ao Município de Divinópolis. Por que eu estou pedindo cautela? Em primeiro lugar, o prefeito Galileu Teixeira Machado já foi notificado via Cartório de Títulos e Documento a respeito do panorama dos fatos. Ele já está ciente dos fatos dessa nova ação ajuizada — defende.

Por fim, Robervan ainda cita possíveis consequência à Prefeitura por manter a desocupação do Camelódromo na data prevista.

— Em segundo lugar, a questão está sub judice. Respeitem o Poder Judiciário. E, em terceiro lugar, caso o Município insista nessa desocupação forçada e essa ação anulatória for julgada procedente, anulando esse acordo que foi firmado, essa história vai acabar em pesadas indenizações contra o Município — finaliza.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…