Divinópolis registra 51 novos casos de dengue em menos de um mês
Centro concentra o maior número de notificações

Divinópolis chegou a 2.138 casos confirmados de dengue em 2026, segundo o balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Os dados, extraídos na última sexta-feira, 21, apontam ainda 4.482 notificações da doença, 274 hospitalizações e quatro óbitos confirmados. Não há, no momento, mortes em investigação por dengue.
O levantamento mostra que a doença permanece distribuída entre diferentes faixas etárias. O maior número de casos está entre pessoas de 20 a 29 anos, com 862 registros. Em seguida aparecem as faixas de 30 a 39 anos, com 798 casos; 40 a 49 anos, com 703; e 60 anos ou mais, com 623 casos.
Entre adolescentes e crianças, foram registrados 342 casos na faixa de 15 a 19 anos, 265 entre 10 e 14 anos, 195 entre 5 e 9 anos e 169 entre 1 e 4 anos. Entre crianças com menos de um ano, são 16 casos. A faixa de 50 a 59 anos soma 509 registros.
Classificação dos casos
Do total apresentado pela Semusa, 2.090 casos foram classificados como dengue. Outros 43 apresentaram sinais de alarme e cinco foram classificados como dengue grave. Há ainda 2.301 casos descartados e 43 que permanecem em aberto.
Na análise da sorologia, 452 resultados foram negativos, correspondendo a 68,38%, enquanto 204 foram positivos, o equivalente a 30,86%. Já na pesquisa de antígeno NS1, foram registrados 1.434 resultados negativos, ou 57,66%, e 1.049 positivos, correspondendo a 42,18%.
A distribuição dos registros por sexo aponta 2.497 casos entre mulheres, o equivalente a 55,71%, e 1.985 entre homens, correspondendo a 44,29%.
Centro maior número de notificações
Entre os bairros com casos notificados, o Centro aparece na primeira posição, com 303 registros. Na sequência estão São José, com 197; Catalão, com 159; Planalto, com 152; Belvedere e Tietê, com 129 cada; e São Roque, com 116.
Também aparecem na relação Campina Verde, com 104 notificações; Afonso Pena, com 100; Niterói, com 87; Bom Pastor, com 86; e Santa Lúcia, com 83.
Zika e Chikungunya
Divinópolis não registra casos de Zika Vírus em 2026. Já a Chikungunya soma 41 casos notificados, dos quais sete foram confirmados. A doença também provocou cinco hospitalizações no município, mas não há óbitos confirmados.
Comparação com julho
Os números registrados neste mês representam um aumento em relação ao balanço anterior, extraído em 30 de julho. Em menos de um mês, o número de notificações de dengue passou de 4.404 para 4.482, um acréscimo de 78 registros.
No mesmo período, os casos confirmados passaram de 2.087 para 2.138, com 51 novos casos confirmados. O crescimento corresponde a aproximadamente 2,4% no número de confirmações em relação ao levantamento anterior.
As hospitalizações também tiveram aumento, passando de 273 para 274. O número de mortes permaneceu em quatro nos dois levantamentos.
A comparação dos dados também mostra mudanças na classificação dos casos. Os registros classificados como dengue passaram de 2.040, em 30 de julho, para 2.090 em 21 de agosto. Os casos com sinais de alarme aumentaram de 42 para 43, enquanto os classificados como dengue grave permaneceram em cinco. Já os casos descartados passaram de 2.215 para 2.301. Os registros em aberto, por outro lado, caíram de 100 para 43.
Prevenção
O Aedes aegypti é o principal transmissor dos vírus da dengue, da febre chikungunya e do Zika Vírus. Segundo as orientações informadas pela Semusa, o mosquito possui marcações brancas nas pernas e no dorso, em formato semelhante a uma lira, e apresenta hábitos predominantemente domésticos, vivendo dentro ou ao redor de residências, estabelecimentos comerciais, escolas e outros locais frequentados por pessoas.
A principal forma de combate à dengue é a eliminação dos criadouros. Entre as medidas recomendadas estão manter caixas d'água e reservatórios devidamente tampados, eliminar recipientes que possam acumular água, limpar regularmente calhas, ralos e bandejas de ar-condicionado e guardar garrafas, baldes e pneus em locais cobertos ou com a abertura voltada para baixo.
Também é orientado utilizar areia nos pratos de vasos de plantas e manter piscinas limpas. A recomendação inclui ainda remover folhas e outros materiais que possam favorecer o acúmulo de água, lavar recipientes com água e sabão e, quando necessário, solicitar a atuação dos agentes de saúde para aplicação de larvicida em grandes reservatórios destinados ao consumo humano.
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