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Saúde

Em meio à alta de casos de sarampo no Sudeste, Divinópolis mantém cenário sem registros 

Estado de São Paulo soma 16 dos 19 casos confirmados em 2026 no país

Por Jornal Agora· 4 min de leitura
Em meio à alta de casos de sarampo no Sudeste, Divinópolis mantém cenário sem registros 

Lucas Maciel

O avanço dos casos de sarampo no Sudeste voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde e reforçou a importância da vacinação contra a doença. Só São Paulo confirmou 16 casos em 2026, sendo 13 registrados na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Em Divinópolis, porém, o cenário é diferente: não houve registro de sarampo em 2025 nem em 2026, segundo informações disponibilizadas pela Prefeitura ao Agora.

O caso mais recente confirmado em São Paulo é de um bebê do sexo masculino, com menos de um ano, morador da capital e que já havia recebido uma dose da vacina tríplice viral. A confirmação ocorreu em meio à campanha de multivacinação iniciada nesta segunda-feira, 3, em todo país.

A estratégia foi recomendada pelo Ministério da Saúde diante da circulação de vírus. Nos três municípios com registros, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente de já ter recebido doses anteriormente. A medida busca interromper a circulação do vírus e evitar a reintrodução da doença no país.

Cenário paulista

De acordo com o Ministério da Saúde, o cenário está relacionado à existência de casos interligados que formam uma cadeia de transmissão do vírus. A origem inicial dessa cadeia, entretanto, ainda não foi identificada.

De acordo com a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP), Tatiana Lang, os casos são considerados relacionados à importação devido ao sequenciamento do tipo viral identificado. Ainda são necessárias algumas semanas sem novas confirmações para que seja possível afirmar que as cadeias de transmissão foram interrompidas.

Na capital paulista, dois dos casos foram classificados como importados: um envolveu uma pessoa que esteve na Bolívia e outro um viajante que retornou da Guatemala. Os demais foram transmitidos dentro da cidade.

Em São Bernardo do Campo, os dois pacientes tiveram contato com casos registrados na capital. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, isso não significa necessariamente que o vírus tenha sido adquirido dentro do município onde essas pessoas residem.

Os pacientes identificados neste ano incluem bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos.

Cobertura vacinal

O alerta também está relacionado aos índices de vacinação. Segundo os dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, neste ano a primeira dose da vacina tríplice viral alcançou 77,5% de cobertura, enquanto a segunda chegou a 65,5%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para ambas.

Em 2025, os percentuais eram de 94% para a primeira dose e 84,4% para a segunda.

A campanha de multivacinação segue até 1º de setembro. Além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, estão disponíveis os demais imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação.

Brasil

O país confirmou 19 casos de sarampo em 2026, sendo 16 deles no estado de São Paulo. A concentração das ocorrências levou o Ministério da Saúde a recomendar a ampliação da vacinação nos municípios paulistas envolvidos na transmissão.

O sarampo é uma doença imunoprevenível, e a vacinação é apontada pelas autoridades como estratégia fundamental para interromper a circulação do vírus.

O Brasil havia recebido, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após permanecer um ano sem circulação sustentada da doença. Em 2019, porém, o país perdeu o reconhecimento.

O certificado foi recuperado em 2024. O surgimento de novos casos em São Paulo voltou a colocar a vigilância e a vacinação no centro das atenções das autoridades de saúde.

Divinópolis

Apesar do avanço registrado, Divinópolis não contabilizou casos de sarampo em 2025 e também não possui registros da doença em 2026.

O cenário local, portanto, permanece sem ocorrências confirmadas nos dois últimos anos, enquanto o estado paulista concentra os casos registrados no país neste ano.

A situação em São Paulo, no entanto, reforça a importância da manutenção da vacinação e da atenção à caderneta de imunização. A campanha foi ampliada justamente diante da necessidade de elevar a proteção da população e interromper as cadeias de transmissão identificadas.

Além das vacinas contra sarampo e poliomielite, a campanha oferece imunizantes contra diversas doenças, incluindo BCG, hepatite B, pentavalente, rotavírus, pneumocócica conjugada, meningocócicas C e ACWY, influenza, covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV. 

O principal momento da campanha será o Dia D de Mobilização Nacional, programado para o dia 22 de agosto. Em Divinópolis, o atendimento ocorrerá das 8h às 16h em 15 unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) e também no Vacimóvel, que ficará instalado no quarteirão fechado da rua São Paulo para facilitar o acesso da população.

As unidades participantes serão as UBS Afonso Pena, Belvedere, Bom Pastor, Central, Danilo Passos, Ermida, Icaraí, Ipiranga, Nações, Nossa Senhora das Graças, Niterói, Planalto, Sagrada Família, São José e São Roque.


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