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Saúde

Dengue supera 2 mil casos confirmados em Divinópolis e já provoca quatro mortes no ano

Centro lidera número de registros entre os bairros

Por Redação Jornal Agora · Redação· 3 min de leitura
Dengue supera 2 mil casos confirmados em Divinópolis e já provoca quatro mortes no ano

Gabriela Lara

Divinópolis ultrapassou a marca de 2 mil casos confirmados de dengue em 2026 e já contabiliza quatro mortes causadas pela doença, segundo o último balanço divulgado Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Ele mostra que o município soma 2.087 confirmações da doença, além de 4.404 notificações e 273 hospitalizações. 

O levantamento, extraido no dia 30 de julho, também aponta que não há óbitos em investigação por dengue no município. Entre os casos registrados neste ano, 2.040 foram classificados como dengue, 42 como dengue com sinais de alarme e cinco como dengue grave. Outros 2.215 casos foram descartados e 100 permaneciam em aberto.

Comparação

Na comparação com o mesmo período de 2025, Divinópolis registrou aumento no número de notificações da doença. Enquanto neste ano foram contabilizadas 4.404 notificações, no ano passado o município havia registrado 3.389.

O número de casos confirmados, entretanto, apresentou leve redução. Em 2025, haviam sido confirmados 2.203 casos, contra 2.087 em 2026. As hospitalizações, por outro lado, cresceram de 223 para 273 no período analisado.

Outra diferença está nos óbitos. No mesmo período de 2025, a cidade ainda não havia registrado mortes confirmadas por dengue, embora existissem seis óbitos em investigação. Em 2026, o município já contabiliza quatro mortes confirmadas e nenhuma em investigação.

Faixa etária

A faixa etária entre 20 e 29 anos concentra o maior número de casos confirmados de dengue em Divinópolis, com 847 registros. Em seguida aparecem as pessoas entre 30 e 39 anos, com 777 casos, e aquelas entre 40 e 49 anos, com 690.

Entre os moradores com 60 anos ou mais foram registrados 616 casos. Na faixa de 50 a 59 anos, são 503 confirmações. Já entre adolescentes de 15 a 19 anos, o balanço aponta 337 casos.

As menores ocorrências estão entre crianças menores de um ano, com 16 registros, seguidas pelas faixas de um a quatro anos, com 164 casos, e de cinco a nove anos, com 192.

Centro lidera 

Entre os bairros com maior número de casos notificados, o Centro aparece na primeira posição, com 300 registros. Na sequência estão São José, com 193 notificações, Catalão, com 156, Planalto, com 151, e Tietê, com 126.

Também figuram entre os bairros mais afetados Belvedere, com 125 casos, São Roque, com 115, Campina Verde, com 103, Afonso Pena, com 98, Niterói, com 86, Bom Pastor, com 85, e Santa Lúcia, com 82 notificações.

Chikungunya e Zika

Além da dengue, o boletim da Prefeitura também traz informações sobre outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Em relação à chikungunya, foram registradas 39 notificações em 2026, das quais sete foram confirmadas. Cinco pessoas precisaram de hospitalização e não houve registro de óbitos ou mortes em investigação.

Já o Zika Vírus não teve casos registrados neste ano. O balanço aponta zero notificações, nenhuma confirmação, hospitalização ou óbito relacionado à doença.

Prevenção 

O Aedes aegypti é o principal transmissor dos vírus da dengue, da febre chikungunya e do Zika Vírus. O mosquito possui marcações brancas nas pernas e no dorso, em formato semelhante a uma lira, e tem hábitos predominantemente domésticos, vivendo dentro ou ao redor de residências, estabelecimentos comerciais, escolas e outros locais frequentados por pessoas.

Segundo as orientações, a principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. Entre as medidas recomendadas estão manter caixas d'água e reservatórios devidamente tampados, eliminar recipientes que possam acumular água, limpar regularmente calhas, ralos e bandejas de ar-condicionado, guardar garrafas, baldes e pneus em locais cobertos ou com a abertura voltada para baixo, além de utilizar areia nos pratos de vasos de plantas e manter piscinas limpas.

Também é recomendado remover folhas e outros materiais que favoreçam o acúmulo de água, lavar recipientes com água e sabão e, quando necessário, solicitar a atuação dos agentes de saúde para aplicação de larvicida em grandes reservatórios destinados ao consumo humano.


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