Em meio a confirmação de caso na região, Brasil chega a 140 registros de mpox em 2026

Lucas Maciel
O Brasil já registra 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde nesta semana. Além das confirmações, 539 casos suspeitos ainda estão em análise pelas autoridades sanitárias, enquanto outras notificações seguem em investigação. Até o momento, não houve registro de mortes relacionadas à doença no país neste ano.
No Centro-Oeste de Minas, um dos registros confirmados ocorreu em Formiga, município localizado a cerca de 80 quilômetros de Divinópolis. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que acompanha a situação da doença no estado e mantém o monitoramento dos casos suspeitos e confirmados.
Ao todo, Minas Gerais contabiliza cinco casos confirmados de mpox em 2026. Segundo a secretaria, todos os pacientes tiveram evolução para cura e não houve registro de óbitos relacionados à doença até o momento. A pasta também informou que os casos foram acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Distribuição em Minas
De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, os casos confirmados em Minas Gerais estão distribuídos em quatro municípios.
Três registros ocorreram em Belo Horizonte, confirmados nos dias 7 e 29 de janeiro e também em 24 de fevereiro. Outro caso foi identificado em Contagem, na Região Metropolitana da capital, com confirmação em 29 de janeiro.
O quinto registro foi confirmado em Formiga, no dia 24 de fevereiro, representando o único caso registrado até agora no Centro-Oeste mineiro.
A presença de um caso na região reforça o acompanhamento realizado pelas autoridades sanitárias, que seguem monitorando possíveis notificações suspeitas e orientando a população sobre os sintomas e formas de prevenção.
Perfil dos casos
Dados do Ministério da Saúde indicam que a maior parte das infecções ocorre entre homens. Cerca de 77% dos pacientes confirmados pertencem a esse grupo, enquanto 69% têm entre 30 e 39 anos de idade.
No cenário nacional, os estados com maior número de registros confirmados são São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades sanitárias.
Os dados também mostram a evolução das notificações ao longo do ano. Em janeiro, o país registrou 68 casos confirmados ou prováveis da doença. Em fevereiro, foram contabilizados 70 registros, enquanto março soma 11 notificações até o momento.
Doença
A mpox é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família da varíola humana. Apesar da relação entre os vírus, a doença costuma apresentar menor gravidade e taxa de letalidade inferior.
A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, por meio de lesões na pele, fluidos corporais ou gotículas respiratórias.
Também pode ocorrer transmissão pelo contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios de uso pessoal, além do contato com animais silvestres infectados.
O período de incubação — intervalo entre a infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas — pode variar entre três e 16 dias, de acordo com o Ministério da Saúde.
Sintomas
Entre os sintomas mais comuns da doença estão erupções ou lesões na pele, que podem surgir no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. As lesões também podem aparecer em outras regiões do corpo, como boca, olhos, órgãos genitais e região anal.
Outros sinais frequentemente associados à doença incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento de gânglios linfáticos (ínguas), calafrios e fraqueza.
Segundo as autoridades de saúde, a transmissão da doença deixa de ocorrer após o desaparecimento completo das lesões na pele.
Orientações
As autoridades sanitárias orientam que pessoas que apresentem sintomas compatíveis procurem uma unidade de saúde para avaliação médica.
Também é recomendado evitar contato próximo com outras pessoas, não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas e talheres, e reforçar a higiene das mãos, utilizando água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento da mpox é baseado principalmente em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Na maioria dos casos, a evolução da doença costuma ser leve ou moderada.
O Ministério da Saúde informa que o monitoramento da doença continua sendo realizado em todo o país, com acompanhamento das notificações e investigação dos casos suspeitos pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
