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Educação

Emendas ao reajuste da educação recebem parecer contrário na ALMG

Emendas ao reajuste da educação recebem parecer contrário na ALMG

Da Redação

As quatro emendas parlamentares apresentadas ao Projeto de Lei (PL) 3.503/25, que trata do reajuste dos servidores da educação, receberam parecer pela rejeição da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 28, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Com isso, o projeto já pode retornar ao Plenário para votação preliminar (1º turno).

De acordo com o projeto, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), o reajuste dos vencimentos das carreiras, de cargos comissionados e gratificações de funções da educação básica, terá efeitos retroativos ao dia 1º de janeiro deste ano.

O índice de 5,26% será aplicado para todas as carreiras da educação básica, os cargos de provimento em comissão de Diretor e de secretário de Escola e as gratificações de função de vice-diretor e de coordenador de Escola e de coordenador de Posto de Educação Continuada. Beneficiará, ainda, os servidores inativos e pensionistas que fazem jus à paridade e os contratados temporariamente com atribuições análogas. 

As quatro emendas apresentadas em Plenário, que foram analisadas nesta segunda-feira pela FFO, tratam em resumo, dos seguintes temas:

  • Emenda n°1: autoriza o governador a estender o reajuste de 5,26% a 18 outras carreiras do Poder Executivo, servidores de função pública e contratados provisoriamente, além de servidores inativos e pensionistas que fazem jus à paridade. É assinada pelo líder do Bloco Democracia e Luta, deputado Ulysses Gomes (PT), todos os demais integrantes do bloco e também o deputado Sargento Rodrigues (PL)
  • Emenda n° 2: determina que os servidores públicos civis e militares da administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo não receberão uma remuneração menor do que o salário mínimo. De autoria da deputada Beatriz Cerqueira (PT); e também assinada pelos demais integrantes do Bloco Democracia e Luta e pelo deputado Sargento Rodrigues
  • Emenda n° 3: autoriza o governador a  estender o reajuste de 5,26% a todas as categorias de servidores da área de segurança pública. A emenda de autoria do deputado Sargento Rodrigues, assinada também por outros 30 parlamentares
  • Emenda n° 4: autoriza o governador a estender o reajuste de 5,26% também aos servidores do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Beatriz Cerqueira e Sargento Rodrigues são os autores desta emenda.

Despesas 

Na avaliação do presidente da FFO e relator do projeto na comissão, deputado Zé Guilherme (PP), as quatro emendas não têm relação com o tema do projeto, que trata exclusivamente do reajuste dos servidores da Educação. Além deste argumento, o relator também justificou seu parecer pela rejeição pelo fato de as emendas gerarem aumento de despesa, algo que seria medida de iniciativa privativa do governador do Estado.

Promessa 

O parecer foi aprovado com votos contrários da deputada Beatriz Cerqueira e dos deputados Sargento Rodrigues e Hely Tarquínio (PV). Durante a discussão do parecer, os dois primeiros parlamentares questionaram a avaliação do relator de que as emendas ferem a iniciativa privativa do governador para propor aumento da remuneração dos servidores. Na avaliação de Beatriz Cerqueira e Sargento Rodrigues, não há esse problema, porque as emendas apenas autorizam o governador a conceder o reajuste, mas não o determinam.

O deputado Sargento Rodrigues exibiu uma gravação em áudio em que o governador Romeu Zema promete realizar a revisão salarial anual dos servidores, algo que ele já declarou que não fará neste ano para outras carreiras, além da educação.

Com relação à emenda que obriga o Estado a pagar aos servidores pelo menos uma remuneração equivalente ao salário mínimo, Beatriz Cerqueira lembrou que milhares de servidores ainda recebem menos do que isso, entre os quais trabalhadoras que preparam a merenda escolar. 

— Eu sou obrigada a dizer que esperava um pouquinho mais. Quem determina que o trabalhador não pode receber menos do que o salário mínimo é a Constituição Federal. Se nós não tratarmos disso aqui, o servidor não tem nenhuma perspectiva, porque o governador não vai enviar (projeto  com esse objetivo”) — disse.

Apesar de as quatro emendas terem recebido parecer pela rejeição da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, todas elas seguem para o Plenário para votação, junto com o projeto.

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