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Empréstimo de R$ 20 milhões será utilizado para obras em cinco regiões de Divinópolis

Empréstimo de R$ 20 milhões será utilizado para obras em cinco regiões de Divinópolis

Lucas Maciel

Os impactos das chuvas são uma preocupação constante em Divinópolis, mas, nos últimos anos, a situação tem se agravado. Alagamentos, deslizamentos de terra, erosões e danos em vias públicas são cada vez mais frequentes, comprometendo a segurança e o bem-estar da população. 

A forte chuva que atingiu a cidade na última terça-feira, 14, escancarou a gravidade do problema, deixando diversas regiões destruídas e mais de 100 famílias desalojadas. Após esse episódio, a Prefeitura definiu que realizará obras de infraestrutura e drenagem em áreas críticas da cidade. 

Recurso

Diante de todos os impactos causados pela tempestade, o Executivo realizou na manhã de quarta-feira, 15, uma reunião com os vereadores de Divinópolis para encontrar maneiras de solucionar de vez os problemas no município. Então, ficou decidido que a Prefeitura enviará, nos próximos dias, um projeto à Câmara solicitando autorização para um empréstimo de R$ 20 milhões. Os recursos serão destinados a obras de infraestrutura voltadas à mitigação dos impactos das chuvas e a prevenção de tragédias futuras. 

O Agora conversou com o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), que destacou a importância desta quantia e os locais que serão contemplados. 

— A gente pretende realizar uma reunião extraordinária agora em janeiro para que eles [os vereadores] possam liberar o crédito, permitindo que a gente faça o empréstimo e possa trabalhar nestes pontos onde temos enfrentado problemas com mais frequência — contou o prefeito.

Regiões

A Prefeitura mapeou os locais de mais risco e definiu que este dinheiro será utilizado para realização das obras em cinco áreas críticas da cidade. A primeira será na rua Ibituruna, na Vila Santo Antônio, um dos locais mais afetados pela última tempestade. 

Além disso, já existem projetos prontos para obras na avenida JK, na região próxima aos shoppings, e na rua Pitangui, próxima da ponte. Os outros dois locais que receberão os recursos são a rua Martin Cyprien e o bairro Santa Marta. 

As intervenções, no entanto, devem ser iniciadas apenas a partir do mês de abril. 

— A população precisa entender que não tem como fazer obra em período chuvoso. A gente sabe que as chuvas vão até o final de março — ressaltou. 

Situação de Emergência

Além desta medida, o Executivo avaliou outras alternativas para conter os impactos da última tempestade. Uma das soluções encontradas foi anunciada na tarde da última quarta-feira, 15, após a Prefeitura decretar situação de emergência.

— Nós não esperávamos a quantidade de chuva que caiu no prazo de uma hora e meia, foram quase 120 milímetros, Divinópolis foi a segunda cidade que mais choveu no país. Então estamos dando assistência para as famílias e com a quantidade de chamados, a gente viu que precisava fazer este decreto de emergência — contou Gleidson Azevedo. 

De acordo com ele, a medida vai possibilitar a chegada de novos fundos para a cidade. 

— Agora, a gente espera ter recursos tanto federais quanto estaduais para ajudar essas famílias — explicou. 

Decreto

O Decreto nº 16.441/25 foi publicado na manhã desta quinta-feira, 16, e foi assinado por Gleidson Azevedo e pelo secretário de Governo, Matheus da Silva Tavares. A medida tem validade de 60 dias, mas pode ser prorrogada conforme a necessidade. 

A coordenação das ações emergenciais está sob responsabilidade do gabinete da vice-prefeita e das secretarias municipais envolvidas. Diversas ações estão sendo preparadas durante o período.

— Ficam o órgão máximo da Defesa Civil e demais dirigentes que de forma coordenada e cooperativa estejam atuando ou venham a intervir em defesa e socorro de vítimas de desastres causados pela situação de anomalia evidenciada, autorizados à adoção de medidas emergenciais destinadas ao imediato atendimento às pessoas — dispôs o decreto. 

Durante o período, serão realizados levantamento das ocorrências e emissão de relatórios para identificar as áreas mais críticas, priorizando as intervenções necessárias. Serão sinalizadas, ainda, as áreas sujeitas a alagamentos e adotadas medidas preventivas para proteger veículos e pessoas. 

Famílias desabrigadas e desalojadas receberão apoio, com foco nas áreas de risco e ações de acolhimento. O decreto permite, também, a contratação emergencial de bens e serviços, dispensando licitação, e o uso temporário de bens públicos ou privados para atender às necessidades da população. 

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