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EXCLUSIVO: Confira o documento enviado por Gleidson Azevedo ao MP que deu início à investigação na Semsur

EXCLUSIVO: Confira o documento enviado por Gleidson Azevedo ao MP que deu início à investigação na Semsur

Da Redação

A investigação que resultou na prisão de servidores e empresários em Divinópolis nesta semana teve início após uma notícia de fato apresentada ao Ministério Público pelo prefeito Gleidson Azevedo (Novo) em março de 2025. O documento, obtido em primeiro mão pelo Jornal Agora, relata suspeitas de irregularidades administrativas na Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur).

Na representação encaminhada à Promotoria do Patrimônio Público, o prefeito afirma que os primeiros indícios surgiram no final de 2024, quando começaram a circular entre servidores comentários sobre situações consideradas “estranhas” dentro da secretaria.

Segundo o relato, após tomar conhecimento das conversas internas, integrantes do gabinete e da vice-prefeitura foram orientados a verificar o que estaria ocorrendo. A apuração inicial apontou problemas de desorganização administrativa na pasta.

Mudança na secretaria

De acordo com o documento, no início de 2025 novos relatos sobre problemas na secretaria voltaram a chegar ao gabinete do prefeito. Diante da situação, uma pessoa de confiança da administração foi enviada para acompanhar a rotina da pasta e verificar eventuais irregularidades.

Pouco tempo depois, a administração decidiu substituir o então secretário da Semsur. Conforme relatado na denúncia, no dia 10 de fevereiro de 2025 representantes do governo municipal comunicaram que ele seria exonerado do cargo.

Caminhões na usina

A representação também menciona suspeitas envolvendo a usina de asfalto do município. Um servidor designado para acompanhar a produção e as rotas de tapa-buracos relatou que caminhões que não pertenciam à prefeitura nem prestavam serviços ao município estariam carregando material no local.

Segundo o documento, ao ser questionado, o então secretário informou que havia uma espécie de troca de material com empresas privadas: quando a usina municipal não funcionava, o asfalto seria obtido com empresas, que depois buscariam a mesma quantidade produzida pelo município.

Comunicação ao Ministério Público

Diante das informações reunidas e das suspeitas relatadas por servidores, o prefeito decidiu encaminhar o caso ao Ministério Público. No documento, ele afirma que tomou a decisão por entender que eventuais irregularidades deveriam ser analisadas pelos órgãos competentes.

A partir dessa comunicação, o Ministério Público iniciou as investigações que resultaram na operação realizada nesta semana, que apura suspeitas de fraudes em contratos públicos que somam mais de R$ 37 milhões e levou à prisão de quatro pessoas em Divinópolis.

Confira o documento na íntegra:

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