Farmacinha registra falta de medicamentos

Matheus Augusto
A Farmácia Central, desde a última semana, está funcionando apenas no período na manhã, porém com o estoque de remédios comprometido. A situação foi divulgada ontem pelo secretário da Comissão de Saúde, Meio Ambiente e Ciência da Câmara, vereador Delano Santiago (MDB). Segundo ele, mesmo que a unidade estendesse seu horário de funcionamento, de nada adiantaria.
— O problema da farmacinha não é o horário, são os remédios. Lá não tem nada. Se você chegar lá com um Tylenol, eles pegam o Tylenol da sua mão para dar para outra pessoa. Repito, lá não tem nada, o problema não é o horário. Lá pode ficar aberto por mais duas horas que não tem remédio — ressaltou.
Ainda segundo o vereador, é preciso tomar cuidado ao apontar os culpados pela situação.
— E o problema também não é do secretário de Saúde, não, viu? Porque acham que o Amarildo [Sousa] é o problemático. São verbas de repasses federal e estadual que não chegaram, e aí vira esse caos, essa bola de neve — explicou.
Delano ainda disse que “na medida do possível, os medicamentos estão sendo repostos”. No entanto, ele ainda frisou que “não tem todos”.
Novo horário
A Farmácia Central, conhecida também como farmacinha, está funcionado, desde o último dia 23, em novo horário, das 7h30 às 13h. Entre 13h e 15h30, apenas as pessoas com senha serão atendidas. Segundo a Prefeitura, o motivo se deve à necessidade de reposição dos servidores que atuavam na unidade.
— A medida se faz necessária diante da dificuldade para reposição de servidores de acordo com a legislação e o encerramento de três contratos neste setor — explicou.
Segundo Delano, a readequação está em processo, porém exige tempo.
— Então isso está sendo feito, mas não é rápido. O posto está com dificuldades de fazer essa transformação, a farmacinha, tudo. Mas está se ajeitando — afirmou.
Sem resposta
O Agora entrou em contato com a Prefeitura para confirmar a situação e saber quantos remédios estão em falta e se a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) já possui uma previsão dos governos federal e estadual sobre a reposição dos medicamentos. Porém, o Executivo informou que as informações estariam disponíveis somente hoje.
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