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Fios soltos seguem causando problemas em vários pontos

Fios soltos seguem causando problemas em vários pontos

Ígor Borges

Problema recorrente em Divinópolis, os fios soltos pelas ruas continuam gerando transtornos. Grande parte da população, principalmente a classe dos motociclistas, teme acidentes em decorrência desta situação. 

Outros riscos também são iminentes, já que muitos destes cabos são energizados. Ao Agora, o Executivo garante que a remoção é prioridade no momento. A Cemig também se posicionou sobre as reclamações. 

Enquanto a situação continua, a população deve ficar atenta aos cuidados a serem tomados, para evitar acidentes ou transtornos maiores. 

Fios soltos 

Acidentes com motociclistas têm sido comuns. No começo desse mês, um homem ficou ferido por esse motivo, na avenida JK, bairro Bom Pastor. 

Nas redes sociais, moradores denunciam que isso ocorre em diversos bairros. Dentre os mais citados estão: Belvedere, São Judas, São José, Bom Pastor e Porto Velho.

Eles cobram fiscalização dos órgãos responsáveis, para que a retirada ocorra o mais rápido possível.

Retirada

A reportagem ouviu o Executivo, que, apesar da responsabilidade ser das empresas, explicou que a solução desse tipo de problema é prioridade no momento. 

— Todas as denúncias estão sendo atendidas, isso está sendo prioridade — comentou a assessoria. 

A Prefeitura ressaltou ainda que atende este tipo de demanda através de ligações da população. 

— A Secretaria Municipal de Operações e Serviços Urbanos (Semsur), informa que para realizar denúncia sobre fios soltos, basta ligar para o número (37) 3229 6650 para que o mesmo possa ser recolhido — completou. 

Cemig 

Também questionada pelo Agora, a Cemig diz que a responsabilidade pela manutenção dos cabos de telecomunicações é das empresas que atuam em atividades desta natureza. 

— Como detentora da infraestrutura, a Cemig notifica as empresas de telecomunicações para regularizar o cabeamento quando recebe uma denúncia ou quando faz uma intervenção na rede, como a troca de postes — explicou a empresa.

Outro ponto detalhado pela empresa, é que os colaboradores da Cemig não têm autorização para fazer intervenções na fiação das empresas de processamento de dados (telefone, internet e TV a cabo). 

— Sempre que se depararem com uma situação de cabos oferecendo riscos à segurança, os clientes devem informar à Cemig. Dessa forma, a companhia avalia se deve intervir de forma emergencial e notificar as empresas responsáveis pela manutenção — alertou. 

Riscos

O 10º Batalhão dos Bombeiros Militar revela que não atua neste tipo de ocorrência nas vias. Entretanto, o órgão destaca que o risco existente nessas situações, principalmente em que a energia elétrica está envolvida, é grande.

O responsável pela assessoria de comunicação, cabo Hudson Orsine, fala em quais situações o órgão de segurança é acionado. 

— Quando é necessário a gente ou isola o local ou enrola esse fio. Mas isso depende da dinâmica ali, depende se é uma atuação emergencial, como um fio de energia elétrica que está energizado — relatou.

Ele ressaltou ainda que nesses casos, a recomendação é que o local fique isolado até a chegada da Cemig, para que a energia seja desligada. 

— Os fios de energia têm uma pequena possibilidade de ficarem eletrificados, mesmo depois que eles estão partidos na via, ou que a chave do transformador já caiu. Então a gente não interage com os fios e isola o local até a chegada da Cemig para os fios de energia — pontuou. 

Críticas 

Nas redes sociais, o vereador Ademir Silva (MDB), fez críticas ao não cumprimento da Lei Nº 28/2018, que proíbe o excesso de fios em postes da cidade. 

— É inaceitável ver os fios soltos nos postes da nossa cidade causando transtornos e colocando em risco a vida da população. Em 2018, junto com a hoje vice-prefeita Janete, enquanto ela era vereadora, criamos uma lei para regulamentar essa situação. No entanto, é lamentável constatar que a lei não está sendo cumprida e a fiscalização pela Semsur está deixando a desejar — lamentou.

Ademir completa exigindo mais firmeza na fiscalização. 

— Estou extremamente indignado com essa negligência. Até quando vamos esperar por uma tragédia para agir? Exijo que a lei seja cumprida e que haja uma fiscalização mais eficaz por parte da prefeitura. Não podemos permitir que vidas sejam colocadas em risco dessa forma — criticou. 

Na época, havia ficado definido que a prestadora que descumprisse a lei ficaria sujeita à multa de 50 Unidades Padrão Monetária (UPMs) de Divinópolis para cada notificação não atendida em até 30 dias após o recebimento.

A empresa que utiliza os postes da concessionária ou permissionária de energia elétrica para suporte de seus cabeamentos, a multa é de 40 UPMs para cada notificação não atendida em até 30 dias após o recebimento da mesma.

O texto diz que consideram-se infratoras todas as empresas concessionárias, permissionárias e/ou terceirizadas, que estiverem agindo em desacordo.

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