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Fliaraxá 2025 reforça a importância da leitura e da cultura em Minas

Fliaraxá 2025 reforça a importância da leitura e da cultura em Minas

Jorge Guimarães 

Terminou no último domingo a 13ª edição do Festival Literário Internacional de Araxá (Fliaraxá), evento que mais uma vez consolidou a cidade de Dona Beja como um polo cultural de destaque no estado. Durante cinco dias, leitores, escritores, pesquisadores e amantes da literatura tiveram a oportunidade de se encontrar, trocar experiências e celebrar o poder transformador da leitura.

Hábito da leitura

Mais do que um encontro de escritores, o Fliaraxá se reafirma como um espaço essencial para estimular o hábito da leitura, promover o diálogo entre diferentes culturas e fortalecer a formação intelectual e crítica da comunidade. A realização de eventos desse porte é um convite à reflexão sobre o papel da literatura na sociedade, mostrando que ler mais é ampliar horizontes, compreender realidades e despertar a criatividade.

Segundo os organizadores, a cada edição, o festival busca trazer escritores renomados e novas vozes da literatura nacional e internacional, reforçando a diversidade e a pluralidade do cancioneiro e da produção literária. Para muitos participantes, o evento vai além das palestras e lançamentos: é um estímulo para que crianças, jovens e adultos desenvolvam o hábito da leitura e reconheçam a importância da literatura no cotidiano.

— Eventos como o Fliaraxá são fundamentais para aproximar a literatura das pessoas, mostrando que ler não é apenas um prazer, mas também uma ferramenta de conhecimento, empatia e transformação social — destacam os organizadores.

Festival 

O Festival teve como tema neste ano, o “Literatura, Encruzilhada e Memória”, homenageando a escritora ruandesa Scholastique Mukasonga e o baiano Itamar Vieira Junior, além de destacar o patrono Agripa Vasconcelos (autor de romances como “A vida em flor de Dona Beja”) e o autor local Fernando Braga de Araújo (autor de livros como “Araxá põe a mesa”). A programação reuniu mais de 100 escritores e escritoras, como Léonora Miano, Jamil Chade, Cecília Oliveira, Cristiane Sobral, Marcelino Freire, Tatiana Salem Levy, entre outros nomes nacionais e internacionais.

Divinopolitanos

O Fliaraxá teve ainda a presença de nomes conhecidos dos divinopolitanos. Os jornalistas e escritores Flávio Ramos e Talita Camargo, junto com o também jornalista e radialista Roberto Pereira, representaram com brilho e relevância a “Cidade do Divino”.

A participação desses profissionais reforça a importância de divulgar a cultura e a produção intelectual de Divinópolis em eventos de alcance nacional e internacional. Com experiência consolidada no jornalismo, na literatura e na comunicação, eles contribuíram para o intercâmbio de ideias e para a valorização da cena cultural mineira.

A participação deles reforça a força de suas personalidades e a capacidade da cidade de contribuir de forma significativa para a cena literária e cultural do estado.

Lançamento

O festival foi palco de momentos marcantes para a jornalista e escritora Talita Camargo, que aproveitou os dias de evento para se reencontrar com amigos, conhecer novos autores e lançar seu livro “ A Redescoberta do Sol”.

Com uma mesa de autógrafos movimentada, Talita teve a oportunidade de compartilhar seu trabalho com novos leitores e se conectar com escritores que exploram temas semelhantes aos do seu livro. Além disso, ela destacou o valor de encontros e reencontros no universo literário e jornalístico.

— O evento foi muito rico, tanto como leitora quanto como escritora. Pude conhecer novos autores, lançar meu livro e reencontrar colegas do jornalismo, como Luiz Humberto França. É gratificante ver como o jornalismo e a literatura se cruzam na vida de tantos colegas — contou.

Para Talita, o evento reforça a importância de incentivar a leitura, criar conexões e celebrar a cultura, transformando cada encontro em uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional.

Destaque nacional 

Já o jornalista e escritor Flávio Ramos destacou sua participação como um momento de grande significado para sua trajetória profissional e literária. Receber o convite da curadoria para integrar o grupo dos 53 escritores que mais se destacaram no Brasil em 2025 foi, segundo ele, uma honra recebida com gratidão e humildade.

— Esse reconhecimento não é apenas individual, ele simboliza o esforço coletivo de todos os que acreditam na literatura como instrumento de cultura, pensamento e liberdade — afirmou Ramos.

Durante o festival, Flávio teve ainda o privilégio de participar de uma Mesa de Debate que uniu Jornalismo e Literatura, dois campos que sempre caminharam lado a lado em sua trajetória. O encontro proporcionou um diálogo profundo sobre a interseção entre escrita jornalística e ficção, abordando como ambas buscam compreender a verdade humana, construir narrativas sensíveis e manter o compromisso ético com a palavra.

Ainda conforme Flávio, eventos como a Fliaraxá são fundamentais para aproximar leitores, escritores e profissionais da comunicação, fortalecendo a literatura nacional e abrindo espaço para reflexões sobre a prática jornalística, a criação literária e a importância da ética e da sensibilidade na escrita.

— Foi uma oportunidade única de trocar experiências, aprender com outros escritores e reforçar a ideia de que a literatura e o jornalismo são caminhos que se cruzam e se enriquecem mutuamente — concluiu.

Experiências 

O radialista Roberto Pereira também marcou presença no evento desempenhando um papel duplo: atuando como jornalista pela Rádio Sentinela FM de Ermida e também como palestrante convidado.

Em sua participação, Roberto ressaltou a honra de compartilhar sua experiência de 32 anos como repórter em Divinópolis, ao mesmo tempo em que pôde entrevistar escritores, diretores da Fliaraxá e outros participantes do evento, ampliando o intercâmbio de ideias e experiências.

— Tivemos a oportunidade de participar da 13ª edição da Fliaraxá 2025 como jornalista, cobrindo pela Rádio Sentinela FM de Ermida, e ao mesmo tempo como palestrante convidado. Foi uma honra muito grande poder contribuir um pouco com nossa experiência de repórter. Por outro lado, foi ótimo entrevistar escritores, diretores do festival e muitos outros. Somente gratidão por tudo — destacou Pereira.

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