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Economia

Gasolina mais barata, garante Petrobras 

Gasolina mais barata, garante Petrobras 

Jorge Guimarães 

O mês de junho chegou trazendo um alívio para o bolso dos brasileiros. A Petrobras anunciou que, a partir desta última terça-feira, 3, o preço da gasolina vendida às distribuidoras teve uma redução de 5,6%. A medida impacta diretamente no valor pago pelos consumidores nos postos de combustíveis de todo o país. Com o reajuste anunciado, a estatal reduziu, desde dezembro de 2022, os preços do combustível para as distribuidoras em R$ 0,22 por litro, uma redução de 7,3%. Considerando a inflação do período, esta redução é de R$ 0,60 por litro ou 17,5%.

Redução

Com a nova política de preços, o litro da gasolina nas refinarias passou de R$ 2,81 para R$ 2,65, redução de R$ 0,16. Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A com 27% de etanol anidro, que compõe o combustível comercializado nas bombas, a estimativa da estatal é de que o valor final ao consumidor fique, em média, R$ 0,17 mais barato.

A redução traz um respiro em meio aos constantes reajustes que afetam o orçamento das famílias e o custo do transporte de mercadorias no país. Especialistas apontam que, se repassada integralmente, a medida pode gerar impactos positivos também na inflação.

— A expectativa agora é que os postos repassem a queda para os consumidores, o que pode contribuir para movimentar a economia neste início de segundo semestre — avalia o economista Lazaro Ribeiro. 

Repasse

Os postos de combustíveis terão autonomia para decidir, quando e como, vão repassar o reajuste aos consumidores. Pois, embora o repasse seja uma prática comum, a decisão final cabe a cada estabelecimento, que pode avaliar sua estratégia comercial e a concorrência local antes de definir os novos valores. 

Preços

Em meio ao anúncio de redução no preço nas refinarias, os consumidores de Divinópolis seguem encontrando diferenças significativas nos valores praticados pelos postos da cidade. De acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os preços da comum apresentaram variações consideráveis.

A pesquisa foi realizada em 14 postos do município e apontou que o preço médio do combustível ficou em R$ 6. O menor valor encontrado foi R$ 5,84, enquanto o maior chegou a R$ 6,19 — uma diferença de R$ 0,35 entre os estabelecimentos mais baratos e os mais caros.

Pesquisa 

Para os consumidores, a principal recomendação é manter-se atento às variações de preços e pesquisar antes de abastecer. A diferença de valores entre os estabelecimentos pode ser significativa, e a busca por postos com preços mais acessíveis pode gerar uma economia específica no orçamento. Além disso, aplicativos e sites especializados em monitoramento de preços podem ser aliados na hora de encontrar as melhores opções. 

— Outra dica é observar promoções e programas de fidelidade oferecidos por algumas redes de postos, que podem garantir descontos adicionais para quem planeja suas compras com antecedência — alerta Ribeiro.

Já para o representante comercial Geraldo Coimbra, a vantagem de ter um carro flex ajuda na hora de abastecer. 

— Pratico as minhas pesquisas de preços para saber qual combustível abastecer. E como viajo sempre, participo de um grupo de whatsApp com meus amigos de profissão. Assim fica mais fácil saber onde os preços estão mais em conta — disse Geraldo.

Repasse 

Apesar da redução de 5,6% no preço da gasolina, o consumidor pode ter que esperar alguns dias para sentir a diferença no bolso. Isso porque os postos de combustíveis têm autonomia para decidir quando e como vão repassar o reajuste aos consumidores.

Embora o repasse seja uma prática comum no setor, cada estabelecimento tem liberdade para avaliar sua estratégia comercial, os estoques disponíveis e o cenário da concorrência local antes de definir o novo valor nas bombas.

A reportagem ouviu o gerente de um posto de combustíveis, Fabricio Alexandre Fontes, que explicou como deve ser o procedimento a partir de agora. Segundo ele, o repasse não costuma ser imediato.

— Como o mercado é bastante competitivo, vamos ver como serão as estratégias a serem aplicadas. Mas, normalmente, a gente não repassa de imediato. Geralmente, o repasse acontece a partir das novas compras de combustíveis, o que deve dar um prazo de sete dias, se não acabar antes — pontuou. 

Livre concorrência

A livre concorrência no mercado desempenha um papel fundamental na formação de preços e na oferta de serviços ao consumidor. Um dos aspectos mais notáveis ​​desse cenário é a disputa entre os postos de bandeira, vinculados às grandes distribuidoras, e os postos independentes, também chamados de bandeira branca.

Os postos bandeirados costumam contar com contratos de exclusividade com distribuidoras, o que garante um abastecimento contínuo de combustíveis e, muitas vezes, programas de fidelização e diferenciais como combustíveis aditivados exclusivos. No entanto, essa relação pode limitar a flexibilidade dos vendedores na negociação de preços, já que os valores são fortemente influenciados pela política de preços das distribuidoras.

Já os postos sem bandeira têm maior autonomia para buscar fornecedores e negociar preços mais competitivos, o que pode resultar em valores mais atraentes para o consumidor. Apesar disso, a confiança dos clientes em relação à qualidade dos combustíveis pode ser um desafio, exigindo que esses postos invistam em transparência e boas práticas para garantir o crédito.

Conforme o economista, com a livre concorrência, as empresas são incentivadas a oferecer preços mais baixos para atrair clientes. 

— Isso cria um ambiente onde os consumidores podem comparar preços e escolher a opção mais vantajosa, o que pressiona as empresas a ajustarem suas estratégias de forma competitiva — finaliza Ribeiro. 

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