Hino Nacional Brasileiro

João Carlos Ramos
O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil. Os demais são: a Bandeira Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional, conforme a Constituição Brasileira. A letra é do poeta Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927), e a música, de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). O hino foi oficializado pelo presidente Epitácio Pessoa em 6 de setembro de 1922, pagando a quantia de 5 contos de réis (equivalente entre 125 e 150 mil reais em moeda atual), para se tornar patrimônio nacional.
O New York Times, o maior jornal do mundo, o elegeu, no decorrer da Copa do Mundo de 2026, como o hino mais belo dos 48 países que disputam a referida Copa. Portanto, foi consagrado como o Hino "CAMPEÃO DO MUNDO".
O autor foi eleito para a cadeira de número 17 da Academia Brasileira de Letras, ocupando a vaga deixada pelo famoso crítico Sílvio Romero e sendo saudado pelo famoso escritor Coelho Neto.
Publicou os livros: Alvéolos (1886), A Aristocracia do Espírito (1889), Flora de Maio (1902), O Norte: Impressões de Viagem (1909), Anita Garibaldi, ópera-baile (1911), A Arte de Fazer Versos (1912), Dicionário de Rimas Ricas (1915), A Abolição: Esboço Histórico (1918), Crítica e Polêmica (1924), Noções Elementares de Gramática Portuguesa, Questões de Português, Guerra do Paraguai, História Universal e A Alma Portuguesa.
Em 1901, ganhou o concurso para a escolha do Hino Nacional Brasileiro. Sua letra, julgada pelo Congresso, foi eleita com maioria de votos. Segue um texto seu de grande repercussão na época:
Croquis
O caso terás lido, com certeza, da mulher que diz da história rara,
que, tomada de súbita tristeza,
petrificada e extática ficara.
Niobe era seu nome, e tão formosa,
tão sedutora aos homens se mostrava,
que a mesma via escura e dolorosa
o coração de todos arrastava.
Mas, um dia, impecável lei da sorte!
Do seu perverso amante desprezada,
viu-se ferida pela mão da morte
e em bruta e inerte pedra transformada...
A alma do poeta, triste e dolorida
— árido campo, onde uma flor não medra —
lembra aquela mulher que, assim ferida
da estranha mágoa, transformou-se em pedra.
jocarramos@gmail.com
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