Janeiro chove bem menos que o esperado

Rafael Camargos
A chuva esperada para o mês de janeiro não ocorreu, com isso, os termômetros ficaram nas alturas, chegando às vezes a casa dos 40 graus. O calor predominou em Divinópolis, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), porém, a expectativa é que o cenário mude a partir de amanhã, já em fevereiro; e as chuvas voltem cair na cidade. Se comparado ao mesmo período do ano passado, o mês de janeiro teve uma queda brusca no volume de chuvas, caindo de 412 milímetros para 117.9, até esta segunda-feira, 30.
O divinopolitano precisa esperar pelo menos até a próxima quinta-feira, 2, quando o tempo volta a ficar nublado e aumentam-se as chances de chuva. De acordo com o meteorologista do Inmet, Luís Ladéia, no início da semana, o tempo não deve ter alterações. Já entre quinta,2, e sexta-feira, 3, a tendência é de céu parcialmente nublado e boas possibilidades.
— Tivemos uma mudança no cronograma de chuvas para Divinópolis. Os gráficos mostravam possibilidade de chuva e este cenário mudou. O que ocorre é que a massa de ar seco que estava na região predominou e o veraneio acabou tomando conta do tempo. Com isso, a umidade relativa do ar ficou baixa aumentando a sensação térmica e diminuindo as chances de chuva — explicou o especialista.
Temperatura
Mesmo chovendo 294.1 milímetros, a menos que o mesmo período do ano passado, a expectativa é que o mês de fevereiro seja diferente. Para se ter uma idéia, nos primeiros dias do mês, a meteorologia espera bastante chuva. O tempo deve ficar estável. Os termômetros caem de 34° C para 29°C e a mínima registrada não deve passar de 23° C. Os ventos são fracos/moderados. Ainda nesta semana, segundo instituto, os dias podem começar com a umidade relativa chegando aos 80% e caindo durante o dia, podendo beirar os 35%; à noite o número volta a subir.
Doenças e orientações
De acordo com o médico otorrino Leandro Brandão Guimarães, apesar de se está no verão, uma doença comum que tem dado preocupações aos pacientes é a dor de garganta. O especialista explica que, apesar de ser uma época quente, a estação propicia problemas, por conta do choque térmico sofrido ao longo do dia.
— As dores de garganta tem se tornado comum no cotidiano, e o que causa é o choque térmico. Muitas vezes por conta de ventiladores e ar condicionados. A explicação para o aumento, de casos é que, entramos e saímos muitas vezes ao longo do dia em ambientes quentes e frios. Há um aumento nos casos de rinite também por conta do tempo seco— contou Leandro.
Para o médico, outras doenças também ganham espaço. São elas: a amigdalite, os resfriados e as dores de ouvido.
— São comuns. As dores de ouvido principalmente porque nas férias muita gente vai para clubes ou praias — contou.
O otorrino ainda explica que, é muito importante se cuidar, por isso, deu algumas orientações. De acordo com Brandão, a hidratação continua é essencial em todas as estações do ano, e merecem uma atenção especial no verão.
— É importante se hidratar, beber muito liquido, lavar o nariz com soro fisiológico se não houver contra-indicações, utilizar os umidificadores do ar, quem não tiver, pode deixar uma bacia com água no quarto, mas deve se tomar cuidado para não aumentar a umidade demais, para não causar problemas como acaro e mofo — finalizou.
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