Médica não foi negligente, conclui sindicância sobre morte de criança na UPA

A Secretaria de Saúde (Semusa) de Divinópolis concluiu a sindicância para apurar a morte de Thallya Beatriz da Silva Pinto, de 4 anos, na UPA. Segundo o relatório, a comissão não identificou conduta negligente da médica assistente. No entanto, pelo princípio da "boa-fé", recomendou o encaminhamento do caso ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais.
— Oportunamente, a Semusa reforça o compromisso com a transparência nos processos e manifesta o desejo de que a elucidação técnica e imparcial do ocorrido tranquilize não só as partes envolvidas, mas também toda a população de Divinópolis — ressaltou.
De acordo com a sindicância, "os profissionais médicos que atenderam a menor se valeram de todos os meios disponíveis naquela unidade para elucidação dos sintomas relatados." No primeiro atendimento, realizado no dia 24 de abril, os exames de urina, sangue e RX não apontaram para nenhuma anormalidade.
— Merece destaque o fato de o registro de atendimento realizado na referida data demonstrar uma anamnese diligente e um exame físico bem criterioso. Ademais, a médica assistente orientou retorno em caso de intercorrências e encaminha a criança à Estratégia Saúde da Família para acompanhamento médico assistencial e para extensão de propedêutica — acrescentou.
Dois dias depois, a paciente voltou à unidade, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória.
— (...) o que exigiu que toda equipe médica se desdobrasse nas manobras de ressuscitação, não foi possível realizar exames físicos e laboratoriais — informou.
Por fim, relatou que a médica solicitou a realização de necropsia para eludidação do caso, no entanto a Polícia Civil informou que o procedimento é realizado apenas em mortes violentas.
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