Minas Gerais lidera ranking de ações climáticas da ONU

Da Redação
Minas Gerais foi reconhecido como um dos governos subnacionais mais engajados do mundo no combate às mudanças climáticas, segundo o ranking 2024 do CDP (Carbon Disclosure Project), principal plataforma global de reporte ambiental. A avaliação, conforme a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad), reforça o papel estratégico do Estado na promoção de políticas públicas baseadas em dados e com foco na transparência e na ação climática.
O resultado marca a primeira vez em que o CDP reconhece publicamente o desempenho de governos subnacionais, como estados e regiões, que desempenham papel fundamental para o cumprimento das metas do Acordo de Paris. Minas passa, assim, a integrar um seleto grupo de cerca de mil regiões que reportam voluntariamente suas ações de mitigação e adaptação.
Dez anos
A Superintendência de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o desempenho é fruto de iniciativas como o Plano Estadual de Ação Climática (PLAC-MG) e a implantação do sistema de Monitoramento, Reporte e Verificação (MRV) climático.
— Esse resultado mostra que Minas está assumindo a liderança na agenda climática, com políticas participativas e orientadas por dados— destaca a superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas da Semad Renata Araújo.
A avaliação acontece no mesmo ano em que o Acordo de Paris completa 10 anos. Embora as metas das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) sejam definidas pelo Governo Federal, os estados são essenciais para sua execução.
— É nas ações locais que a transformação realmente acontece — reforça Renata.
Metas e compromissos
O PLAC-MG define metas até 2030 e 2050, incluindo: zerar o desmatamento ilegal até 2028; garantir 100% de energia renovável em prédios públicos até 2050; incluir 900 mil veículos com combustíveis alternativos na frota estadual; implantar planos de mobilidade nas regiões de Belo Horizonte e Vale do Aço; consolidar a plataforma MRV para garantir transparência nas metas.
Financiamento e inovação
O Estado também avança em mecanismos de financiamento climático subnacional, com destaque para a atuação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que oferece crédito para projetos sustentáveis, como energia limpa, saneamento e mobilidade urbana.
Para o secretário adjunto de Meio Ambiente, Leonardo Rodrigues, a dimensão e diversidade do estado — com mais de 850 municípios — exigem governança multinível.
— Traduzir metas nacionais em ações locais exige articulação entre os níveis federal, estadual e municipal — afirmou.
Minas integra a Coalizão Under2, rede internacional de governos subnacionais que atuam pelo cumprimento do Acordo de Paris. O Estado também mantém parcerias internacionais, como os projetos Clima na Prática e ClimAtiva, realizados com apoio do Governo Francês, além de participar do programa nacional Adapta Cidades.
— Minas adota uma postura proativa e inovadora na agenda climática. O federalismo climático não é apenas governança, é a base para transformar metas ambiciosas em resultados reais — concluiu Leonardo Rodrigues.
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