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Política

‘Minas preparada para o futuro’: plano de Simões aposta em continuidade e modernização do Estado

Governador defende responsabilidade fiscal e investimentos em diferentes áreas; Agora continua série que vai mostrar projeto dos candidatos ao Governo

Por Lucas Maciel · Redação· 4 min de leitura
‘Minas preparada para o futuro’: plano de Simões aposta em continuidade e modernização do Estado

De vereador de Belo Horizonte a governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD) construiu em quase dez anos uma trajetória marcada pela passagem por diferentes postos do poder público. Aos 45 anos, o governador aposta em um plano que preserva políticas implementadas durante a gestão de Romeu Zema (Novo), mas também aponta novas prioridades para os próximos anos.

O documento apresentado pela candidatura parte da avaliação de que Minas vive um momento diferente daquele enfrentado no início da última década. O plano destaca o reequilíbrio das contas públicas, a recuperação da capacidade de investimento e a retomada de obras como pontos de partida para uma nova etapa. Ao mesmo tempo, aponta desafios como envelhecimento populacional, criminalidade, mudanças climáticas, avanço tecnológico e desigualdades regionais.

É a partir dessas diretrizes que o Agora dá sequência à série especial que apresenta o plano de governo dos principais candidatos ao Palácio Tiradentes, mostrando as principais propostas de cada candidatura para as áreas que impactam diretamente a vida dos mineiros.

Da Câmara ao Palácio Tiradentes

Advogado, professor e mestre em Direito Empresarial, Simões iniciou a trajetória política em Belo Horizonte. Foi eleito vereador em 2016, pelo então Partido Novo, e exerceu o mandato até 2020, defendendo pautas relacionadas à redução de gastos e eficiência administrativa.

Naquele ano, assumiu a Secretaria-Geral do Governo de Minas, durante a gestão de Zema, ampliando sua participação em áreas como orçamento, finanças e articulação administrativa. Em 2022, foi eleito vice-governador com 56,1% dos votos válidos. Em março de 2026, assumiu o governo após a renúncia de Zema.

Saúde e educação

Na saúde, o plano prevê fortalecer a atenção primária, ampliar a telessaúde e a integração dos sistemas, além de reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias. Também estão previstas melhorias no acesso a medicamentos e no atendimento a pessoas com deficiência, autismo e doenças raras.

Para a educação, a proposta é manter a expansão do ensino em tempo integral, ampliar a conectividade das escolas e fortalecer a educação profissional e tecnológica. O documento também prevê mais ações de inclusão e atendimento especializado.

Segurança

O plano prevê reforçar o controle das divisas, ampliar o uso de tecnologia e inteligência e integrar bases de dados das forças de segurança. O combate ao crime organizado e aos crimes cibernéticos aparece entre as prioridades.

A proteção às mulheres em situação de violência também é destacada, com integração entre segurança, saúde e assistência social, além da valorização dos profissionais da área.

Economia, agricultura e infraestrutura

Na economia, Simões defende a continuidade da desburocratização e a atração de investimentos, com aposta no beneficiamento de minerais estratégicos para reduzir a dependência da exportação de matérias-primas. Também propõe políticas regionalizadas, inovação e qualificação profissional.

Para a agricultura, estão previstas ações de segurança hídrica, conectividade rural, assistência técnica, rastreabilidade e apoio à agroindustrialização e à agricultura familiar.

Na infraestrutura, o plano prevê manter investimentos na recuperação das rodovias e ampliar a capacidade e segurança de trechos estratégicos. Também defende a continuidade da expansão do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte e o uso de parcerias e concessões.

Gestão, cultura e meio ambiente

A responsabilidade fiscal é apontada como prioridade, ao lado da busca por uma solução para a dívida estadual. O candidato também propõe ampliar a digitalização dos serviços públicos e o uso de inteligência artificial, sem abandonar o atendimento presencial.

Na cultura, a proposta é descentralizar recursos e ampliar o acesso do interior aos mecanismos de financiamento. O turismo deve ser integrado à valorização do patrimônio mineiro.

Na área ambiental, o plano prevê combate ao desmatamento, recuperação de áreas degradadas, modernização do licenciamento, ampliação do saneamento e ações de adaptação às mudanças climáticas.

Disputa 

Na primeira pesquisa Datafolha sobre a disputa, divulgada na sexta-feira, 21, Simões aparece com 4% das intenções de voto. Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 32%, seguido por Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), com 12% cada.

Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) também têm 4%. Túlio Lopes (PCB) registra 2%; Rafael Duda (PSTU), Ben Mendes (Missão) e Indira Xavier (UP), 1% cada. Henrique Áreas (PCO) não pontuou. Brancos, nulos e nenhum somam 14%, e 13% estão indecisos.

O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 20 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e registrada no TSE sob o número MG-00446/2026.

Série especial

A reportagem dá sequência à série do Agora sobre o plano dos principais candidatos ao Governo de Minas, iniciada com o divinopolitano Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto. Nas próximas edições de terça e quinta-feira, o jornal apresentará as propostas dos demais concorrentes, sempre a partir dos documentos divulgados pelas próprias candidaturas.


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