Carregando clima…
Wagner Penna

Moda & robótica

Por Bruno
Moda & robótica

A automação e a robótica devem transformar profundamente o futuro da indústria da moda. Esse é um dos pontos mais destacados do debate que acontece na Holanda até o final do mês. O país lidera pesquisas no assunto e avança rapidamente e, inclusive, a Universidade de Ciências Aplicadas de Amsterdã já opera uma microfábrica robotizada capaz de produzir suéteres de tricô sob demanda, reduzindo estoques e desperdícios. O desinteresse das novas gerações pelo trabalho manual e pela engenharia têxtil acelera essa mudança global, inclusive em polos tradicionais como China e Bangladesh. Para eles, a automatização é o caminho natural para garantir eficiência e continuidade produtiva no setor. A projeção é a de construir um novo modelo de criação, no qual designers poderão testar peças diretamente nas redes sociais antes da fabricação. Assim, uma roupa poderá ser vendida previamente pelo Instagram antes mesmo de entrar em produção. O modelo aproxima criação, consumo e fabricação em tempo real. Além disso, a produção mais local e personalizada tende a fortalecer a conexão emocional entre consumidores e roupas. A tendência aponta para uma moda mais tecnológica, ágil e sustentável.

VAIVÉM

* A indústria têxtil e de confecção brasileira deverá ter crescimento moderado no inverno de 2026, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. Os dados do Iemi– Inteligência de Mercado projetam vendas de 1,85 bilhão de peças entre maio e agosto, com faturamento de R$ 63,34 bilhões. Apesar da leve alta sobre 2025, o setor enfrenta desafios como juros altos, endividamento das famílias, custos de produção elevados e incertezas econômicas. Mudanças climáticas e a concorrência de produtos importados também preocupam a indústria e o varejo.

* Algumas grifes europeias (como Chanel, Gucci, Dior e Louis Vuitton) voltaram a apostar fortemente nos Estados Unidos com desfiles grandiosos em Nova York e Los Angeles. A mudança ocorre pela desaceleração do mercado chinês e pelas incertezas no Oriente Médio, tornando os EUA um mercado mais seguro e lucrativo. Além das vendas, o país segue como referência cultural global, garantindo enorme repercussão nas redes sociais, presença de celebridades e forte impacto internacional para as marcas de luxo.

* PONTO FINAL: Com a chegada da Copa do Mundo, os casos de falsificação dos uniformes da nossa seleção voltam à tona. Mas o problema vai além disso: segundo os experts, a qualidade das camisas falsificadas de futebol evoluiu tanto que já dificulta distinguir cópias dos modelos originais. Para os lojistas, muitas peças podem até sair das mesmas fábricas asiáticas que produzem para marcas oficiais. O fenômeno revela como a fronteira entre produto legítimo e pirata se tornou mais nebulosa. Ao mesmo tempo, o mercado ganhou um novo público nos últimos anos, que são os consumidores interessados nas camisas como item de moda e estilo. O apelo estético ampliou o uso das peças para além dos torcedores fanáticos.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…