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Mulheres vítimas de violência doméstica podem ter reconstrução dentária gratuita 

Por Redação Jornal Agora
Mulheres vítimas de violência doméstica podem ter reconstrução dentária gratuita 

Da Redação

Projeto 167/2025 que autoriza a criação de um programa de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica foi aprovado nesta terça-feira, 21, na Câmara de Divinópolis.  A proposta, de autoria das vereadoras Ana Paula do Quintino (Avante) e do Kell Silva (PV), recebeu 14 votos favoráveis.

O projeto de lei visa garantir que as mulheres que sofreram violência doméstica recebam o atendimento odontológico necessário pelo SUS, incluindo reconstrução dentária, próteses e outros tratamentos essenciais. 

Autoestima 

A vereadora Ana Paula do Quintino destacou a importância do projeto.

— A violência doméstica não se limita a agressões físicas ou psicológicas, afetando gravemente a saúde bucal das vítimas. Traumas dentários, perda de dentes e fraturas maxilofaciais são comuns nesses casos e comprometem a autoestima, a saúde e até mesmo a empregabilidade das mulheres — pontua.

Kell Silva afirma que o projeto cumpre um papel de acolhimento e reparação às vítimas.

— Quantas mulheres carregam no sorriso as marcas da violência que sofreram? Muitas vezes, a agressão não deixa apenas feridas emocionais, ela destrói também a autoestima, o direito de sorrir, de se reconhecer. Por isso, eu e a Ana desenvolvemos este projeto. Um gesto que vai além do cuidado estético, mas também de recomeço—enfatiza. 

Onde tratar?

A criação do programa busca ampliar o alcance das políticas de proteção e assistência às vítimas de violência. A inclusão de atendimentos odontológicos especializados no SUS fortalece as redes de apoio e dá um passo importante para que o sistema de saúde acolha essas mulheres de forma integral. 

O atendimento odontológico previsto no projeto será garantido, prioritariamente, em clínicas e hospitais públicos ou conveniados ao SUS.

Mais projetos

As vereadoras têm mais uma proposição de suma importância para as mulheres em tramitação. O projeto n°132/2025 inclui o racismo obstétrico como prática inaceitável na cidade e dá outras providências.

— Nossos mandatos seguem comprometidos em cuidar das mulheres por inteiro, incluindo políticas públicas que acolhem, que reconstroem e que transformam vidas — enfatizam Kell e Ana Paula.

O projeto de reconstrução dentária segue  agora para a sanção ou não do prefeito Gleidson Azevedo (Novo), que pode colocar a proposição na prática.

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