Novidades e polêmicas marcam 1ª reunião do ano
Maria Tereza Oliveira
As reuniões na Câmara voltaram ontem em clima de hospitalidade, mas com algumas polêmicas. A primeira sessão legislativa contou com a posse de Matheus Costa (PPS) que assumiu a vaga de Cleitinho Azevedo (PPS) que foi eleito deputado estadual. Além disso, alguns vereadores reclamaram de boicote por parte do Executivo.
Logo no início dos trabalhos, Matheus foi empossado. A Câmara estava cheia de parentes e amigos do novo vereador. Logo em seguida, o presidente da Casa, Rodrigo Kaboja (PSD), passou para os pronunciamentos dos edis e com eles, as polêmicas começaram. Todos os vereadores que discursaram deram boas vindas ao novo colega de plenário.
Esta também foi a primeira reunião com a nova Mesa Diretora, que além de ter Kaboja como presidente, conta com Marcos Vinícius (Pros) na vice-presidência, Renato Ferreira (PSDB) como 1º secretário e Nego do Buriti (PEN) como 2º secretário.
Intimidação
O novato da Casa, Matheus Costa, iniciou sua fala agradecendo a recepção dos colegas, além do apoio. Porém, ao finalizar seu pronunciamento, o novato soltou a primeira controvérsia da reunião.
De acordo com Matheus, um de seus colegas vereadores teria o intimado dizendo para ele “chegar devagar”. O legislador rebateu dizendo que não será amedrontado e irá cumprir seu papel como planejava.
Ao Agora o vereador disse já superou a situação.
— Infelizmente passei por isso, mas não vou me intimidar. Não é pela minha idade que qualquer jogo político antigo vai me impedir de cumprir meus objetivos — afirmou.
Matheus disse que o vereador que tentou o intimidar, após o episódio, não falou mais com ele.
— Da minha parte está superado e espero que ele entenda o recado e não venha mais com conversas “tortas” — destacou.
Na mesma entrevista, Matheus revelou que não vai ficar em cima do muro, mas mesmo assim não deixou claro se fará oposição ao prefeito Galileu Machado (MDB) ou se é um aliado.
— Sou oposição a regalias, corrupção e à qualquer situação, tanto na Câmara quanto no Executivo, de gastar a mais do que recebe. Sou oposição ao sistema e não a uma pessoa — afirmou.
Boicote
Outros vereadores que polemizaram foram Ademir Silva (PSD) e Janete Aparecida (PSD) que acusaram o Executivo, e outros órgãos de boicotá-los.
— Os meus pedidos não estão sendo atendidos pelo prefeito, pela Administração e por secretários. Acredito que o motivo tenha sido meu posicionamento favorável a uma investigação do prefeito — deduziu Ademir.
O vereador afirmou estar triste com a situação, pois não consegue levar melhorias à população.
— Na minha opinião, o projeto deveria ser investigado, mas isso não é motivo para boicotar o vereador. Ao fazerem isso, não estão olhando o lado do povo — lamentou.
Janete falou sobre a não convocação do Legislativo para participar de reuniões que tratam de assuntos importantes para a população.
— Estamos aqui como representantes e fiscalizadores do povo. Por isso eu estou fazendo um projeto de lei para que dez dias antes de todas as reuniões de conselhos sejam lidas no expediente da sessão para que dê ciência ao vereador. Nós não temos voz no conselho, mas temos o direito de fiscalizar o que acontece nas reuniões. Isso tem de ser claro e todos têm de participar, inclusive a imprensa que também é deixada de lado — comentou.
Ela também salientou a dificuldade para entrar em contato com os secretários.
— Temos de falar primeiro com o assessor de governo. Antes nunca teve isso, mas agora simplesmente precisamos passar para o assessor o assunto que será tratado com o secretário. Não dá para entender essa situação, essa burocracia. Precisa separar o que é da situação do que é da oposição? — questionou.
Prefeitura
O Agora ouviu a Prefeitura sobre a acusação de boicote. De acordo com a assessoria, a informação não procede.
— Todos os pedidos são atendidos dentro possível — justificou.
O Executivo afirmou ainda que o vereador não citou os pedidos que foram atendidos prontamente.
E os projetos?
Restaram 55 projetos do ano passado e, além destes, era esperado que só na primeira sessão, 13 matérias entrassem em pauta. Das 13, cinco seriam do Legislativo e oito do Executivo. Todavia, apenas três matérias foram votadas.
Os projetos de lei eram relacionados a nomeações de ruas.
Além das matérias do ano anterior ainda sobraram dois projetos que tramitam desde 2017, totalizando em 57 projetos de anos anteriores a serem apreciados na Casa Legislativa.
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