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Política

O que dizer?

O que dizer?

Que esta legislatura da Câmara a exemplo das anteriores mais recentes vem deixando a desejar, é "chover no molhado". Mas, não pode passar despercebido o fato da  reunião de uma casa legislativa que conta com 17 vereadores não entrar um projeto na ordem do dia. Muito cansativo ouvir discursos de vereadores falando de assuntos nacionais. Um ex-presidente que está preso, o atual que já foi. Qual dos dois tem parentes com alguma ficha na polícia... Outros acusando o colega de invadir seu território em relação a obras.  Cá para nós. Ninguém escolhe representante para isso. A população não quer saber de vida de ninguém ou atitude de fulano e beltrano. O que ela espera é algum benefício, muitas vezes simples, mas não chega porque a falta de propósito, de criatividade e o ego elevado, falam mais alto. Lamentável.

Có-responsáveis

"Casa do Povo", só no nome. Porque participação de cidadãos, zero. A não ser uma vez, ou outra, quando o assunto lhe diz respeito ou pode trazer algum retorno. Exatamente igual a maioria dos seus representantes. Afinal, de onde eles vêm? População que não tem contrapartida, mas também leva a metade da culpa, pois, boa parte não sabe eleger, e muito menos acompanha o desempenho do eleito durante o mandato. Muitos nem se lembram em quem votou, ou escolheu a pedido de alguém. Como cobrar, se não faz sua parte? É o que aprendemos como os nossos pais desde pequenos: Quer ser exemplo? Haja de forma correta e cumpra com os seus deveres. Ao contrário, é assistir aberrações com a "boca fechada"

Literalmente "ordinária"

Nome que se encaixa como uma luva na reunião desta terça-feira no legislativo divinopolitano. Após os discursos, alguns "daquele modelo", como dito acima, o presidente chamou para prosseguir e ouviu de um dos secretários: "não temos projetos na pauta de hoje". "Em nome de Deus, reunião encerrada". O melhor é ver a cara de espanto de alguns, como se não soubessem. Talvez, não mesmo, visto que boa parte passeia mais do que presta atenção no que é dito ou lido. Porém, vale ressaltar que não é por falta de projetos que a pauta desta terça ficou vazia.  informações de bastidores  dão conta de que os vereadores Josafá Anderson (CDN) — como o da distribuição de monitores de glicose para diabéticos tipo 1 — Wesley Jarbas (Republicanos), Ana Paula do Quintino (Avante) por exemplo, assinam propostas importantes, prontíssimas.  Aguardam tramitação na Casa que libera para votação no Plenário. As pendências são tão complicadas assim? Em todos? Coincidência, não?

Valeu o Plenário

Mas, nem tudo está perdido. Pelos menos três falas no Plenário destacaram assuntos de extrema relevância para a cidade e região. A abordagem de Rodyson do Zé Milton (PV) sobre a quantidade de lixo deixada por dias próximo a Barragem de Cajuru, e alguns pontos de Divinópolis, situação preocupante. E ele sugeriu soluções, porque não basta só apontar e criticar. Josafá tocou na questão da transferência do terreno do Hospital Regional, novela, abordada inclusive na Câmara, na semana passada, pelo reitor da UFSJ, sob o risco  de atrasar ainda mais a inauguração. O vereador também agiu, e esteve ontem em Belo Horizonte tratando do assunto. Wellington Wel (PP) também não deixou a desejar, quando voltou a falar de melhorias nos bairros São Caetano e Lagoa dos Mandarins. Ainda teve o Dr. Delano, que fez uma sessão de psicologia de graça. Quem não ouviu, perdeu. Que assim, prossiga!

Maior líder 

O presidente do PL em Minas Gerais e representante de Divinópolis há mais de duas décadas, Domingos Sávio, que ainda não decidiu se irá disputar uma vaga para o Senado, voltou a falar do assunto prisão de Bolsonaro. Para o  parlamentar, o ex-presidente continua sendo o maior líder da direita e que não será “abandonado”. Disse que ele continuará sendo decisivo não só para definição de candidaturas majoritárias, a de presidente, por exemplo,  mas também nas eleições em geral. O deputado Bruno Engler segue na mesma linha. O parlamentar afirma que apoiadores de Bolsonaro são muito fieis a ele e que, mesmo sem a possibilidade de visita de articuladores, a família será responsável por transmitir as orientações do ex-presidente para o partido e aliados. Isso é fato. Afinal, como falou o próprio parlamentar: “ele está preso, não morto”! 

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