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Oposição quer anular reunião de Plenário para discussão da PEC 24

Oposição quer anular reunião de Plenário para discussão da PEC 24

Da Redação

Uma questão de ordem apresentada pelo deputado Ulysses Gomes (PT), líder do Bloco Democracia e Luta, de oposição ao Governo de Minas, pretende adiar por mais algum tempo o encerramento da discussão e a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, que facilita a privatização ou federalização da Copasa. O questionamento foi feito durante a Reunião Extraordinária da noite de quarta-feira, 22, no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

De acordo com o Regimento Interno da Assembleia, o encerramento da discussão de uma proposição deve acontecer após o máximo de seis reuniões de Plenário. O encontro da noite desta quarta seria a de número cinco, o que permitiria a votação da PEC 24/23 na tarde desta quinta-feira (23).

O deputado Ulysses Gomes contestou a legitimidade da reunião anterior, a Ordinária, na tarde de quarta-feira. Esta reunião foi aberta sob a presidência do líder da Maioria, deputado Roberto Andrade (PRD). Poucos minutos depois, ele transferiu a presidência para o deputado Zé Guilherme (PP).

Em sua questão de ordem, o deputado Ulysses Gomes argumenta que o Regimento Interno da ALMG, em seu parágrafo 5º do artigo 67, proíbe que líderes e vice-líderes sejam membros da Mesa da Assembleia. Diz textualmente este parágrafo 5º: “Os Líderes e os Vice-Líderes não poderão ser membros da Mesa da Assembleia”. 

Com esse argumento, o deputado Ulysses Gomes solicitou a anulação da 67ª Reunião Ordinária, o que tornaria necessária a realização de mais uma reunião para discussão da PEC 24/23, impedindo a votação da propost na Reunião Ordinária da tarde.

Durante o encontro da noite, o deputado Duarte Bechir (PSD), que exercia a Presidência, acatou a questão de ordem para posterior análise da Mesa. 

A PEC

A PEC 24/23 dispensa a realização de referendo popular para autorizar a privatização ou federalização de empresa prestadora de serviço de saneamento básico, exclusivamente para pagamento da dívida do Estado com a União, mantendo a exigência de quórum qualificado (voto favorável de 48 deputados).

A última versão do texto acrescenta que a federalização ou privatização poderá ocorrer também para cumprimento de outras obrigações assumidas em virtude do financiamento da dívida, a exemplo de investimentos obrigatórios em educação e infraestrutura, como prevê o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

O repasse para a União de recursos provenientes da venda da Copasa faz parte da estratégia do Governo de Minas de abatimento de 20% do saldo devedor para garantir melhores condições na repactuação da dívida, uma exigência do Propag para taxa de juros zero.

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