‘Outubro Rosa’ chega ao fim com conscientização para o ano todo

Da Redação
O ‘Outubro Rosa’, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer de mama, chega ao fim com uma mensagem clara: a informação é a melhor prevenção. Especialistas também alertam sobre a importância de cuidados específicos durante o ano todo, para identificar o câncer de mama precoce.
O jornal Agora se integrou à campanha com a realização de entrevistas, coberturas especiais sobre o tema em toda cidade e acolheu o grupo “Vitórias” que funciona como uma rede de apoio às mulheres que enfrentam o drama. Diversas ações foram realizadas durante o mês, a maioria com o suporte da Associação de Combate ao Câncer (Acom).

Momento histórico
A campanha mundial promove a conscientização da sociedade sobre o câncer de mama e a importância de se prevenir dessa doença. A campanha começou a ganhar força na década de 1980, nos Estados Unidos, à medida que se entendia a necessidade da prevenção contra essa doença.
No Brasil, teve iniciativa pela primeira vez, em 2002, mas só ganhou força a partir de 2008. Foi estabelecido como oficial a partir da Lei 13.733/2018, sendo marcada por ações de conscientização e informação da população.
Com o objetivo de informar a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, além de compartilhar informações e contribuir para a redução da mortalidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença afeta cerca de 57 mil mulheres anualmente. E têm previsão de diagnósticos ativos em até 73 mil até o final de 2024.

Outubro Rosa
Os 31 dias do “Outubro Rosa” foram marcados por campanhas de conscientização que buscaram mobilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis para a prevenção. Essas ações envolveram desde palestras e caminhadas, ampliando o acesso das mulheres aos cuidados preventivos.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), as iniciativas desse período resultaram em um aumento significativo no número de mamografias realizadas, com até 30% mais exames do que em outros meses. Esse aumento é fundamental, conforme o órgão, uma vez que o diagnóstico precoce melhora significativamente as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos agressivos.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele. Em 2024, o país deverá registrar 73,6 mil novos casos, representando uma taxa de 66,54 casos para cada 100 mil mulheres. Esse número expressivo reforça a urgência das campanhas de conscientização e do acompanhamento contínuo das pacientes.
Embora o câncer de mama seja mais prevalente em mulheres acima dos 50 anos, a doença pode surgir antes dos 35 anos, especialmente em casos de predisposição genética.

Autocuidado
“Onde há amor, há cuidado por toda parte”. Esse é o maior incentivo entre os especialistas para a prevenção do câncer e a promoção do autocuidado e do amor próprio. Além de auxiliar no autoexame do toque, ele é importante para passar pelo processo da cura e tratamento da doença. Segundo a enfermeira obstetra, emergencista do Samu, Ana Corgozinho, a mulher é o principal radar para identificar o câncer.
— É entender que, mesmo que eu seja, dentro do meu —domicílio, cuidadora, mãe, esposa, filha, enfim, que eu tenha atribuições, que hoje é uma realidade das nossas mulheres, o primeiro amor precisa ser para com a gente mesma. Então, dentro de casa, ela vai ser o seu próprio radar. Estimular essas mulheres, mostrar para ela a importância de se cuidar, de se conhecer. Afinal, a gente só identifica o que está errado se nós já conhecermos o que é correto — reforça a enfermeira.
Ela ressalta que devolver o protagonismo e a saúde feminina dessas mulheres é um processo que não deve ser adiado entre elas.
— Nós somos capacitados para ajudar nesse processo do autocuidado, do autoexame de mama e de trazer protagonismo dessas mulheres — destaca Ana
Assim, a profissional orienta que pelo menos uma vez ao mês, as mulheres se apalpe em frente ao espelho para ser capaz de identificar qualquer sinal de anormalidade ou algo diferente, seja uma coloração diferente, uma dor na região dos seios, pele está retraída, a coloração da mama mudou ou alguma secreção do mamilo.

Campanha chega ao fim
Apesar de encerrar a campanha, a informação e os trabalhos continuam incessantes entre os profissionais da saúde para cuidar cada vez mais dessas mulheres. Segundo o presidente da Acom, Marcelo Carlos da Silva, o mês foi de muita satisfação e simbolismo ao câncer de mama e no útero para despertar as mulheres da importância do diagnóstico precoce, e a do autoexame.
— É com grande alegria que estamos finalizando esse “Outubro Rosa”. Muitas ações preventivas, a tradicional caminhada. Então, sim, um trabalho muito complexo e com muito empenho de toda a nossa equipe da Acom. Muitos voluntários também ajudaram, profissionais de saúde e parceiros. Agradecemos a participação de todos nesse evento — ressalta
Além disso, ele revela que a Acom realiza cerca de 600 mamografias gratuitas todos os dias para o Centro-Oeste e que o trabalho não tem fim.
— Os trabalhos continuam, as ações também. A gente no mês a mês, no dia a dia, sempre busca a prevenção e o melhor tratamento para as pessoas que convivem com câncer. É um sucesso na 14ª caminhada, centenas de pessoas ocuparam as principais ruas de Divinópolis no último sábado. Esse ano superou as nossas expectativas.
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