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Polícia Civil investiga suposta agressão à aluna em Perdigão 

Polícia Civil investiga suposta agressão à aluna em Perdigão 

Da Redação

Familiares denunciam uma suposta agressão de um professor contra uma aluna de cinco anos, em Perdigão. O caso foi relatado, em Boletim de Ocorrência, no dia 9 de setembro, na Escola Municipal Maria de Azevedo Brandão. A unidade escolar fica localizada na comunidade de Canjicas.

Além disso, a família da criança também protocolou uma representação para instauração de inquérito policial na Polícia Civil (PC) de Nova Serrana. 

Em ata de uma reunião feita entre representantes da escola e família, ficou decidido que o professor suspeito fosse afastado temporariamente, por um período de 30 dias. 

Caso

Ao Agora, familiares da criança, uma menina de cinco anos, contam que esse não seria o primeiro caso. Anteriormente, a vítima já teria reclamado que o professor apertou seu braço.

— Quando isso passou, eu entrei em contato com ele, pedi para isso não acontecer mais.  Ele falou que isso não ia acontecer mais — explicou uma das familiares.

A mesma familiar contou que, novamente, a criança chegou em casa e reclamou que o professor teria puxado sua orelha durante a aula.

— Ela contou que pediu para ir ao banheiro. Ele não deixou. Daí,  acreditamos que ela o respondeu ou o desobedeceu, afinal, criança tem dessas. E depois, ele torceu a orelha dela. A orelha dela ficou roxa, vermelha e começou a dar uma rasgadinha no brinco, porque ela tem três furos na orelha — explicou.

Boletim

A família então, protocolou um Boletim de Ocorrência, no dia 9 de setembro, semana passada. 

O Agora teve acesso às documentações referentes ao caso. O boletim da Polícia Militar conta que o solicitante compareceu na unidade da PM, relatando que no dia 23 de agosto, a criança queixou-se que um professor teria puxado sua orelha durante a aula, causando um pequeno hematoma. 

Ainda no boletim, ficou constatado que a família se reuniria com a direção da escola para tratar do assunto.

Reunião

Posteriormente, no dia 10 de setembro, a família se reuniu com representantes da unidade escolar. 

O Agora também teve acesso à ata da reunião em questão. A unidade foi representada por suas diretoras, pela secretária de Educação da Perdigão, e pelo professor suspeito. 

No fim da reunião, as partes entraram em um consenso de que o professor, suspeito do ato, seria afastado temporariamente por um período de 30 dias. 

Polícia Civil

A família também protocolou uma representação para que um inquérito fosse instaurado na Polícia Civil de Nova Serrana. 

À reportagem, a Polícia Civil relatou que as investigações estão em andamento.

— Foi instaurado procedimento de investigação criminal e realizada oitiva de testemunhas — detalhou a assessoria da comunicação da PC. 

Secretaria de Educação 

O Agora entrou em contato com a Secretaria de Educação da cidade, que confirmou a reunião e a denúncia.

— Marcamos uma reunião para entender o fato. Houve essa denúncia, afastamos o professor e abrimos uma sindicância. Ele está afastado até que essa sindicância seja concluída — explicou a secretária da pasta, Lorenza Silva.

Lorenza ainda relatou que a sindicância ainda está em andamento, e que a pasta faz todo o trâmite legal durante esse prazo.

— Enviamos outra professora para o local até então — completou.

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