Preço médio de hortigranjeiros tem queda

Jorge Guimarães
Os hortigranjeiros ficaram 1,6% mais baratos em janeiro em relação a dezembro, no atacado do entreposto da CeasaMinas. O volume ofertado de mercadorias, que foi 1,7% menor, não foi suficiente para pressionar por uma alta de preços, em parte pelo fato de janeiro ser marcado pela retração da demanda, influenciada pelas férias escolares.
De acordo com o chefe da seção de informações de Mercado da CeasaMinas, Ricardo Fernandes Martins, a variação negativa da oferta de hortigranjeiros em janeiro deve levar em conta que dezembro, utilizado como referência no levantamento, é um mês tradicionalmente de grande oferta. Além disso, ele lembra que o ano de 2017 não tem até o momento de modo geral, apresentado grandes complicações climáticas nas principais regiões produtoras, o que é um bom sinal para o consumidor.
Legumes e verduras
No grupo de hortaliças, legumes e verduras, a redução de preço médio foi de -0,7%. Entre os produtos que mais contribuíram para a queda estão o quiabo (- 42,2%); milho verde (- 30,1%); abóbora moranga (- 25,5%); pimentão (- 11,3%); tomate (- 6,6%) e batata (-1,2%).
A batata alcançou em janeiro, o menor preço dos últimos cinco meses no atacado, ficando em R$ 0,83/kg. Para o consumidor, a hortaliça tem sido uma boa dica, uma vez que vem apresentando valores mais baixos desde setembro de 2016.
Outro produto importante na mesa dos brasileiros, o tomate tem apresentado preços mais favoráveis aos consumidores desde abril do ano passado. Apenas em setembro, o produto chegou a ter pequena elevação, mas ainda assim mantendo-se com preço regular.
Tanto o preço do tomate quanto o da batata foram influenciados por boas ofertas em razão do clima favorável e do aumento de áreas plantadas.
—Produtores dos dois produtos foram estimulados a aumentarem o plantio por causa dos preços mais altos, principalmente no início de 2016 — explica Ricardo Martins.
Entre as hortaliças que ficaram mais caras, os destaques foram às altas do chuchu (71,1%); beterraba (30,4%); cenoura (21,2%); berinjela (17,9%); pepino (15,6%) e abobrinha italiana (10,9%). Vale lembrar que o chuchu, mesmo com a alta, continua favorável ao consumo, passando de R$ 0,45/kg para R$ 0,77/kg, no atacado.
Frutas
O grupo das frutas ficou, em média, 1,3% mais barato em janeiro. Os destaques das quedas foram o abacate (-53%); mamão formosa (-33,3%); limão tahiti (-29,4%); morango (-28,1%), banana nanica (-15,8%); e uva niágara (-14,9%).
Já entre as altas de preços, os destaques foram à melancia (40,8%); abacaxi (25%); pêssego (22,8%); manga (19%) e laranja pêra (7,7%).
Ovos
Os ovos ficaram 9% mais baratos, influenciados principalmente pela alta de 22,3% na oferta, acompanhada da retração na demanda em razão das férias de janeiro.
A queda dos preços no maior centro de abastecimento de Minas Gerais refletiu nos pontos de vendas da cidade. E esta baixa vem se registrando ao longo dos últimos meses e com tendência a continuar até meados do ano.
— O período chuvoso tem ajudado bastante, mesmo que as chuvas não estejam o esperado para esta época do ano. O que nos possibilita colocar um mix de produtos, todas as semanas, em promoção para melhor atender nosso cliente — avalia o gerente de uma loja de supermercados, Sérgio Antônio.
Nesta mesma loja, era encontrada ontem, a melancia, melão amarelo inteiros e a banana caturra a R$ 1, 99. A batata saía a R$ 1,79, a cebola R$ 1,99 e o tomate a R$ 3,49. A cenoura era comercializada a R$ 1,29 e o pimentão a R$ 2,99. A abóbora hídrica e pepino caipira a R$ 0,89. Já a maçã nacional era vendida a R$ 4,99 e a uva rosada, Itália ou rubi a R$ 6,99.
— Estou levando uma variedade boa de frutas e verduras. Toda segunda – feira compro para o gasto da semana e, se não der, volto e completo o estoque. A pesquisa eu faço sempre e só compro o que está em promoção — fala a dona de casa , Alice Maria.
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