Prefeitura recebeu mais de R$ 2 milhões em sete dias

Maria Tereza Oliveira
Um dia após anunciar que parcelaria os vencimentos dos servidores, a Prefeitura divulgou no Diário Oficial que recebeu, entre os dias 16 e 22 de outubro, R$ 2.268.790,21 em repasses estaduais e federais. Dentre os recursos, foram encaminhados o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Proteção Social, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), fundo especial de petróleo, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) Urbaniza, Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Embora os repasses do Governo Zema (Novo) estejam em dia desde fevereiro, o Governo do Estado deve ao Município um total de R$ 120 milhões – sendo quase R$ 105 milhões da Gestão Pimentel (PT) e aproximadamente R$ 16 milhões do Governo Zema (Novo).
De acordo com o Município, o calote já fez seu estrago e impactou o orçamento do Município durante o ano inteiro. Além disso, a Prefeitura alega que os repasses de ICMS e FPM sofreram queda.
Os dois recursos estão entre os divulgados ontem. Conforme a publicação, o Município recebeu R$ 966.894,61 de ICMS e R$ 792.114,77 de FPM, nos dias 22 e 18 respectivamente.
Salvação no IPTU?
Em nota enviada para a imprensa na terça-feira, a Prefeitura responsabiliza – além dos motivos já citados – a falta de atualização da Planta de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) como um dos motivos para o quadro atual. O imposto é a maior receita do Município e, de acordo com a Administração, a cada ano que a planta não é revista, Divinópolis tem prejuízo de R$ 30 milhões. Atualmente, o Executivo arrecada cerca de R$ 28 milhões por ano de IPTU.
O Executivo enviou para a Câmara, em outubro do ano passado, o Projeto de Lei Ordinária do Executivo Municipal (Plem) nº 81/2018. A proposta chegou a entrar na pauta neste mês, no entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja (PSD), o retirou antes de ser apreciado.
Kaboja espera o desfecho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do IPTU. Anteriormente ele disse ao Agora que esperava conseguir colocar o projeto em pauta em novembro. Isso porque, após seis meses de apurações, a comissão se prepara para apresentar o relatório final. A CPI investiga os 26.200 imóveis que pagam valor abaixo da cota básica.
A comissão é composta por Renato Ferreira (PSDB) na presidência, César Tarzan (PP) como relator, Eduardo Print Jr (SD) nas relações públicas, além de Edsom Sousa (MDB) e Marcos Vinícius (Pros) como membros.
Na quarta-feira, 16, Marcos Vinícius disse à reportagem que a comissão esperava colocar o relatório final em votação ainda nesta semana.
No entanto, ontem o Agora perguntou a Eduardo Print Jr. se havia a possibilidade de o relatório entrar na pauta de hoje. Em resposta, Print revelou que ainda não havia assinado o relatório, portanto, ele ainda não está pronto.
Leia também
- Prefeitura diz que projeto dos aplicativos é inconstitucional
Retirados 11 nomes do relatório da CPI do BNDES
Prefeitura vai se defender em breve sobre camelódromo
Audiência discute situação de catadores e reciclagem
Prefeitura confirma escalonamento do salário
Polícia Civil conclui inquérito sobre pastor
Mais recentes
Do nosso arquivo
Prefeitura investe R$ 1,5 milhão em leitos para síndromes respiratórias
Senador Marcos do Val coloca tornozeleira eletrônica após ordem de Alexandre de Moraes
Justiça italiana mantém prisão de Zambelli durante processo de extradição
Prefeitura reabre inscrições para o Festival Gastronômico “DivinoSabor”
Veja tudo o que publicamos em outubro de 2019
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…




