Previsão é de crescimento lento da economia

Jorge Guimarães
Os sinais de recuperação da economia começam a ser sentidas com a safra recorde de grãos, aliada a queda da inflação e redução dos juros. Tais somatórias foram positivas para que o primeiro trimestre fosse de otimismo entre empresários e consumidores. E assim o brasileiro está menos pessimista quanto a sua própria situação econômica, apesar de que o índice de emprego no país ainda continua alarmante e bateu recorde no primeiro trimestre, chegando a 13,7%, segundo dados do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atingindo cerca de 14,2 milhões de brasileiros.
Mas, sinais positivos sempre são bem vindos, em épocas de vacas magras, como o resultado da balança comercial brasileira de abril, que teve um superávit comercial de US$ 7 bilhões, o maior desde 1989. A confiança de que dias melhores virão tem papel importante para fazer a engrenagem de a economia girar. Se o consumo aumenta, mesmo que lentamente, o empresário se sente mais positivo em ampliar sua produção. E isso ocorrendo, a tendência é gerar mais empregos e assim caminha a humanidade.
Muita calma
Para o economista Leandro Maia, apesar dos indícios de aquecimento no consumo, ainda à hora é de esperar de como vai reagir à economia neste segundo trimestre.
A perspectiva da economia para 2017 é de crescimento, segundo ele ainda que pequeno. Ele acredita que ela vai ficar estagnada, o que já é um resultado interessante.
— Apesar do otimismo de muitos o momento ainda não é de se comemorar, não é para confiar. Os únicos atributos positivos, até o momento foram à queda de juraos e inflação, mas a geração de emprego ainda não decolou, o que seria de vital importância para a economia. Espero um 2017 de recuperação e não de crescimento da economia — avalia Leandro Maia.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Divinópolis (Acid), Leonardo Gabriel, a retomada do crescimento também deve passar pela reforma tributária, entre outras.
— A recuperação gradual da economia estará baseada na redução das incertezas políticas e também na aprovação das reformas no Congresso. Mas, também, com a queda da inflação e dos juros, acredita-se que esses fatores contribuirão para a retomada da economia. Grande parte, portanto, da evolução do aquecimento da economia no país está vinculado às reformas estruturais — tributária, trabalhista, previdenciária. Muitas definições da economia virão após as votações — define o presidente.
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