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Produtos farmacêuticos lideram as exportações

Produtos farmacêuticos lideram as exportações

Jorge Guimarães 

A balança comercial de Divinópolis registrou variações significativas em fevereiro deste ano, conforme aponta o relatório econômico mensal elaborado pelo Instituto Vitaltec. O estudo, conduzido pelo economista Leandro Maia, destaca as dinâmicas do município no cenário mineiro, evidenciando tendências relevantes para o comércio exterior local.

Números 

Os dados registrados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que Divinópolis apresentou um déficit comercial de US$ 3.881.020 em fevereiro de 2025. No período, as exportações somaram US$ 2.281.551, enquanto as importações alcançaram US$ 6.162.571.

Sobretaxas 

Uma das questões que pode ter afetado as exportações são as sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre exportações de diversos países, incluindo o Brasil, o que têm gerado impactos significativos na economia em todo mundo. Embora os norte-americanos não sejam os principais compradores de produtos exportados por Divinópolis, figuram entre os mais relevantes, e as barreiras comerciais acabam afetando diretamente o desempenho das empresas exportadoras da região.

Leandro Maia avalia que, diante desse cenário, o Brasil precisa adotar novas políticas para diversificar os destinos de suas exportações. 

— É fundamental que o país busque novos mercados e amplie suas parcerias comerciais para reduzir a dependência de mercados sujeitos a tarifas elevadas. Desta forma, as exportações podem ser incrementadas novamente, garantindo maior estabilidade para os setores produtivos, beneficiando assim as empresas nacionais e locais — destaca.

Exportações

Os produtos farmacêuticos foram os principais responsáveis pelas exportações de Divinópolis no mês de fevereiro de 2025, totalizando US$ 1.847.850 em vendas ao exterior. O setor foi o mais expressivo na pauta exportadora, seguido pelo vestuário e seus acessórios de malha (US$ 130.682) e pelo segmento de ferro fundido, ferro e aço (US$ 85.040).

Outros produtos que também se destacaram e incluem reatores nucleares, caldeiras, máquinas e instrumentos mecânicos (US$ 75.135), vestuário e acessórios exceto de malha (US$ 49.705), além de produtos químicos diversos (US$ 45.715), plásticos e suas obras (US$ 20.745) e cosméticos (US$ 18.944).

Destinos

As exportações da cidade em fevereiro alcançaram diversos mercados internacionais, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O Reino Unido liderou a lista dos principais destinos, com um total de US$ 1.312.348 em produtos exportados. A China aparece em segundo lugar, com US$ 535.502, seguida pelo Paraguai (US$ 137.493) e pelo Equador (US$ 124.755).

A Bolívia (US$ 86.489), a Argentina (US$ 40.121), o Uruguai (US$ 22.592) e a Costa Rica (US$ 21.192) também figuram entre os principais destinos dos itens divinopolitanos. Já os Estados Unidos, tradicional parceiro comercial, receberam um volume menor, totalizando US$ 1.059.

Competitividade

A forte presença no Reino Unido indica a competitividade dos produtos divinopolitanos no exigente mercado europeu, que valoriza qualidade, inovação e alto valor agregado. O desempenho pode representar boas oportunidades para segmentos como metalurgia, componentes industriais e bens manufaturados.

Já a China, uma das maiores economias do mundo, se destaca pela alta demanda por insumos industriais e produtos manufaturados. O volume exportado por Divinópolis para o país asiático sugere que a cidade tem uma presença consolidada neste mercado estratégico, possivelmente com produtos como peças automotivas, máquinas ou materiais metálicos.

O cenário reforça a competitividade da indústria local, que atende aos padrões exigidos por um dos maiores polos produtivos do mundo. 

— A relação comercial com a China representa uma oportunidade para Divinópolis expandir sua atuação internacional, fortalecendo sua economia e impulsionando setores estratégicos da cidade — reforça o economista.

PIB

Com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 8,33 bilhões, Divinópolis ocupa a 20ª posição entre os municípios mineiros, reafirmando sua importância como polo econômico do Centro-Oeste. A cidade conta com uma economia diversificada, impulsionada pelos setores de confecção, comércio, serviços e indústria, consolidando-se como um dos principais polos têxteis do estado.

O dinamismo do comércio e da prestação de serviços, conforme Leandro Maia, fortalece ainda mais a economia local, tornando Divinópolis um centro regional estratégico, capaz de atender à demanda de municípios vizinhos. Embora seu PIB seja inferior ao de grandes cidades como Belo Horizonte e Uberlândia, a cidade apresenta um grande potencial de crescimento.

—  Para avançar no cenário estadual, Divinópolis pode apostar na modernização industrial, na ampliação da infraestrutura e na inovação. Investimentos na qualificação da mão de obra, na atração de novas indústrias e na diversificação econômica serão fundamentais para garantir um desenvolvimento mais robusto e sustentável nos próximos anos — finaliza Maia.

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