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Cultura

Projeto Quero Viver tem nova unidade

Por Portal Agora
Projeto Quero Viver tem nova unidade

 Da Redação

Criado pelo pastor Wilson Botelho, em parceria com empresários da cidade e o hoje, senador, Magno Malta, o núcleo para dependentes químicos de álcool e outras drogas, Projeto Quero Viver, é uma iniciativa que vive através de donativos, cestas básicas e, do dízimo e ofertas de membros da Igreja Batista da Fé.

Administrado pelo pastor Wilson Botelho, o objetivo de acolher dependentes químicos de Divinópolis e região. O Quero Viver 1, foi inaugurado em 1990. Hoje, conta com uma casa na comunidade rural dos Branquinhos, município de Divinópolis. A fazenda, com 10 alqueires e de 10 mil metros quadrados de área construída. O espaço na zona rural acolhe atualmente, cerca de 60 alunos, todos em processo de recuperação.

Segunda casa

 Há exatos oito meses, o projeto inaugurou a segunda casa, o Quero viver 2, localizado próximo ao bairro Copacana, também em Divinópolis. Os alunos e obreiros, assim como eles são chamados, pelo pastor Wilson, 95% deles foram retirados da praça Candidés, região do “Carrapateiro”. Todos eles,  dependentes de algum tipo de drogas.

Das 5h50 às 22h, todos os 21 alunos, que hoje estão no núcleo 2,  têm alguma atividade para fazer, relatou o pastor. Segundo ele, o objetivo é trabalhar os ex-dependentes e ressocializá los.

Na casa, eles têm vários tipos de tarefas a cumprir, tais como: trabalhar na limpeza do local, na plantação e colheita das hortas e ainda cuidam da conservação e pintura.

 Recuperação

 Rodrigo José de Faria é natural da cidade de Formiga, conta que aos 10 anos de idade teve seu primeiro contato com o álcool, continuando o uso na adolescência até a fase adulta, quando começou a experimentar todos os tipos de drogas. Passou por vários problemas, que culminaram na separação no casamento. Mas, sua vida começou a mudar no ano passado. Em 2016, conheceu o projeto através de uma amiga, ex-interna do Quero Viver. Rodrigo veio para Divinópolis, e, procurou pelo pastor Wilson. Pediu ajuda e foi acolhido pela instituição. Após quatro meses de internação, pediu para sair e voltou para Formiga. Ele relata que de volta a sua terra, fraquejou e voltou a consumir todo tipo de bebida alcoólica, e ao uso de drogas. Rodrigo retornou a Divinópolis; e, mais uma vez pediu ajuda para o pastor, que o acolheu.

— Estou de volta, há dois meses, trabalho como monitor da casa, e, não penso nunca em voltar nunca mais para a vida que eu tive antes — relatou.

 Voluntário

 Carlos Roberto, mais conhecido como Carlão, é natural da cidade de Belo Horizonte. Ele relata que conheceu o projeto em 2004, e antes de fazer parte dos alunos da casa, teve sua adolescência, marcada pelo mundo das drogas. Conta que, incentivado pelos colegas, aos 16 anos, conheceu a maconha, depois a cocaína, veio o uso de álcool, por fim em 1991 conheceu o crack. Sua vida foi marcada por todo tipo de crimes, tendo pago sua conta na justiça.

De 2009 a 2012, Carlos foi diretor da casa Quero Viver 1, e, atualmente é um dos voluntários da quero viver 2.

 — Além de mim, minha esposa também é uma das voluntárias da casa, nós moramos aqui e fazemos parte desse projeto — revelou

 Vida Nova

Plínio Junior, de 34 anos, foi usuário de drogas, e do álcool; e, por mais de dez anos teve sua vida marcada pelo crack.

—Eu vi a minha família arrasada, sem poder me ajudar — afirmou.

Ele relata que conhecia o pastor Wilson e sabia do projeto criado por ele, e, certo dia o procurou e pediu ajuda. Hoje, Plínio faz parte dos alunos da casa.  Longe das drogas, trabalha no projeto como serralheiro; e, diz que quer esquecer o passado dos vícios.

 

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