PSD dividido?

Apesar da movimentação do PSD nacional que realizou megaencontro em Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira, visando às Eleições 2026, a situação pode não ser tão fácil. Publicações dos últimos dias, e informações de bastidores, dão conta de que o partido está dividido em Minas Gerais. De um lado, o presidente da sigla no Estado, deputado estadual Cássio Soares, que trabalha para filiar o vice-governador Mateus Simões (Novo), que é pré-candidato ao governo de Minas. De outro, a turma ligada ao comandante da legenda no País, Gilberto Kassab, que acredita ser o senador Rodrigo Pacheco a melhor alternativa para a disputa. Inclusive foi dito no encontro que ele será o nome do partido na corrida do ano que vem. E um detalhe. Simões marcou presença, mas nada de falar sobre a troca do novo pelo PDS. Além disso, por enquanto, ocupa a última colocação na preferência dos eleitores, conforme todas as pesquisas publicadas até agora. Já Pacheco reúne vasto apoio, da esquerda - que tem o presidente Lula (PT), como principal nome, à direita. Ele tem o apoio público do presidente Lula. E já disse publicamente que não pretende deixar o PSD. Há quem diga que o senador anunciará a sua candidatura, talvez ainda neste mês. Será?
Em cima do muro
Tudo que o PSD não precisa neste momento, é de guerra interna. Principalmente, pelo fato de às eleições estarem batendo à porta. Cássio Soares, que é situação a Romeu Zema (Novo) na ALMG, lidera o bloco “Avança Minas”, exatamente de sustentação ao governo mineiro. No entanto, em nível nacional, em Brasília, o partido tem três ministros na a atual gestão do PT: Alexandre da Silveira que é mineiro, apoiador nato do presidente, comanda a pasta de Minas e Energia, o senador Carlos Fávaro (MT), está à frente da Agricultura e Pecuária. Já o ex-deputado federal André de Paula (PE), é Ministro da Pesca. Sem falar de Kassab, citado acima e, quem realmente manda na sigla, está na base do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), onde ocupa o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais. E ele próprio tem afirmado que a sigla terá candidatura própria à Presidência da República, se Tarcísio de Freitas decidir por não se candidatar, e em Minas também. Até aí, tudo certo. Mas, se isso não ocorrer, e Romeu Zema entrar na jogada, pelo menos para ser vice? Sai Pacheco e entra Simões que a esta altura já estaria filiado ao PSD? Perguntas que não querem calar.
De novo
Mais dois vereadores, Israel da Farmácia — fez o mesmo na semana passada, e Walmir Ribeiro, “quebraram o pau” na reunião da Câmara de ontem. O motivo? O mesmo da semana passada. Colegas se apropriando de obras que seriam conquistas de ambos. Ribeiro reclamou de ação da zona rural de Ermida, seu reduto eleitoral. Segundo ele, mesmo antes de se tornar vereador, havia começado a se mobilizar para conseguir a melhoria. Disse em “alto e bom som” que não aceitará nenhum vereador gravar vídeo em ação que não lhe pertence, em especial, no seu território. Israel, por sua vez, já havia falado antes dele, e espumando a boca de reclamar. Só falta dar o “nome aos bois”.
Mais de 100
Mesmo cumprindo os requisitos legais, mais 100 municípios mineiros não poderão acessar recursos fundamentais para investimentos em saneamento básico devido à ausência de habilitação dos seus Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSBs), etapa necessária para garantir os repasses aos Fundos Municipais de Saneamento. Na prática, isso significa que obras essenciais para ampliar o acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto, estão deixando de sair do papel por entraves burocráticos que poderiam ser resolvidos com planejamento e organização. A medida foi tomada porque em abril de 2025, a Gerência de Fiscalização Econômico (GFE) da Arsae-MG realizou uma análise cruzada entre a base de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e os municípios regulados pela Agência. O levantamento identificou 131 municípios que já possuem PMSBs elaborados, mas ainda não concluíram a habilitação do Fundo Municipal de Saneamento. A Arsae, então, encaminhou ofícios personalizados aos prefeitos, detalhando os valores estimados de repasse e fornecendo links com orientações práticas para concluir a habilitação. Mas, infelizmente, muitos não regularizaram. Na região Centro-Oeste, apenas quatro municípios entraram na lista: Bambuí, Conceição do Pará, Igaratinga e Onça do Pitangui. A torcida é para que a situação se resolva, pois quem arca com as consequências de um descuido lamentável é o povo.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
