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Flávia Moreira

Qual olhar? 

Por Bruno
Qual olhar? 

O caminho é para frente, reto e sem curvas.

Existem brigas e lutas que você não provocou, mas optará e terá de enfrentá-las.

Salomão dizia que na multidão de conselhos há sabedoria, então, qual conselho você daria a si mesmo?

Por isso, você precisa se atentar para qual olhar lança pelo retrovisor.

Ser leve

Há pessoas que alimentam o rancor como se ele fosse alimento e não veneno, outras terceirizam a auto responsabilidade se colocando no lugar de vítima, outras, corajosamente assumem seus erros e refazem a rota refutando tudo aquilo que um dia viveu e como viveu. Chego à conclusão de que para ser feliz é preciso ser leve, produtivo, generoso. Pessoas realizadas em regra são leves, não precisam articular, manipular, terem sempre razão, são leves de natureza. Mesmo na leveza a ambição continua, pois não é porque você se realizou profissionalmente que você deve se acomodar, ao contrário, deve desejar crescer. A falta de leveza tem haver com a frustração. Milhões de pessoas estão dispostas a pagar milhões por acesso, porque acesso dá acesso. É assim que funciona o mundo.

Chamado

Apesar de que cada um enxerga a situação em que vive com seus próprios olhos e possivelmente a verdade nos dois olhares, tudo que gera valor gera crescimento e, por isso, passa a ser mais valorizado, reconhecido. É uma cadeia onde você abençoa outras vidas. Servir tem que fazer parte do chamado na Terra, afinal, quanto mais uma equipe cresce, mais demanda ela consegue atender.

Um repertório como esse só pode ser feito por quem vem de um processo de construção. Isso inclui renúncias, visão, quedas, a busca pela excelência, resiliência e coragem. 

Sensações 

E neste contexto, em diversos momentos somos convidados a nos atentar para identificarmos se estamos ajudando alguém ou patrocinando um estilo de vida. O patrocínio de uma vida gera um ambiente de intensa tristeza e solidão, e o melhor remédio para a solidão é gente com quem de fato nos identificamos. 

Assim, entendemos e aceitamos que o ambiente provoca sensações. Ninguém é responsável por um adulto que decide viver de forma cambaleante, justificando suas escolhas e sobrepondo a responsabilidade dela nos ombros dos outros. Auto responsabilidade vem com a consequência das escolhas. Nada que é gerado na queda do braço mantém consistente, se esconder por detrás das faltas do passado ou de desculpas jamais levará alguém a lugar algum, especialmente quando a vida pode oferecer algo melhor e maior do que se foi enquanto você brigava consigo mesmo. 

Estilo de vida 

Neste texto lhe convido a refletir sobre o seu estilo de vida, a qualidade da forma pela qual você se relaciona e o que você está disposto a suportar para alcançar a paz e alinhar a suas emoções. O que você oferece e ou pode oferecer a si mesmo para melhorar o contexto da sua história. Costumo dizer que gente feliz colore a vida. Há um capítulo no livro destino de David Goggins que diz que o maior medo dele é se encontrar com Deus e ele lhe mostrar tudo que ele poderia ter sido e não foi. Você teme isso? Quais são seus anseios e o que te conduz desejar o que você deseja? Afinal, decisões de vida devem ser tomadas com vontade própria, trabalhando para criar o futuro, mas jamais tentando prevê-lo, mas lembrando sempre que o momento, os personagens, as circunstâncias sempre terão o poder de alterar a visão do mundo.

Flavia Moreira. Advogada, pós-graduada em Direito Público, Direito processual Civil, pelo IDDE em parceria com Universidade Coimbra de Portugal, ‘IUS GENTIUM CONIMBRIGAE, especialista em Direito de Família e Sucessões, associada ao IBDFAM e membro do Direito de Família da OAB/MG

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