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Saúde

Quase 90% dos focos do Aedes em Divinópolis estão dentro de casas

LIRAa mantém município em médio risco e aponta aumento da infestação na região Nordeste da cidade

Por Jonny Reisle · Redação· 2 min de leitura
Quase 90% dos focos do Aedes em Divinópolis estão dentro de casas

Divinópolis permanece em situação de médio risco para epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, segundo o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O índice de infestação do município ficou em 2,5%, mesmo percentual registrado no levantamento anterior, realizado em maio.

A pesquisa foi realizada pela Vigilância em Saúde Ambiental entre os dias 14 e 18 de setembro. Ao todo, foram vistoriados 5.941 imóveis em 169 bairros, com identificação de focos do mosquito em 152 locais. Apesar da estabilidade do índice geral, o levantamento aponta mudanças na distribuição dos focos e acende um alerta para algumas regiões da cidade.

Um dos principais pontos destacados é que a maior parte dos criadouros continua sendo encontrada dentro das residências. No levantamento anterior, 93% dos imóveis com focos eram casas e 7% eram terrenos baldios. Agora, os percentuais passaram para 89% e 11%, respectivamente.

Nordeste entra em alto risco

A região Nordeste apresentou o cenário mais preocupante no novo levantamento. O índice de infestação passou de 3,3% para 4,8%, fazendo com que a área deixasse a classificação de médio risco e entrasse em alto risco de epidemia.

Nas demais regiões, os índices foram de 3,4% na Norte, 2,2% na Sudeste, 2,1% na Central, 1,6% na Sudoeste e 1,3% na Oeste. Pelos parâmetros utilizados no LIRAa, índices entre 1% e 3,9% representam médio risco, enquanto resultados superiores a 4% são classificados como alto risco.

Entre os bairros com os maiores índices estão Alto das Oliveiras (50%), JA Gonçalves (33,3%), Dr. José Thomaz (18,2%), Mar e Terra (14,3%), Itacolomi (13,6%), Jardim Alterosa (13,3%) e Danilo Passos I (10,3%). Os percentuais consideram os imóveis pesquisados em cada região.

Criadouros estão dentro da rotina das casas

Os dados também mostram que muitos dos criadouros encontrados estão relacionados a objetos presentes no cotidiano das famílias. 43,8% dos focos estavam em depósitos móveis, como bebedouros de animais, pratos e vasos de plantas.

Outros 39,8% foram encontrados em recipientes que podem ser retirados, como plásticos, latas, garrafas e pneus. Reservatórios utilizados para armazenamento de água representaram 9%, enquanto depósitos fixos, como ralos e caixas de passagem, corresponderam a 7,4%.

A Vigilância em Saúde Ambiental orienta que os moradores façam, pelo menos uma vez por semana, uma vistoria completa nos imóveis. Entre os cuidados recomendados estão eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d'água tampadas, higienizar bebedouros de animais e pratos de plantas, além de verificar ralos, calhas e caixas de passagem.

Também é importante dar a destinação correta a materiais que não são mais utilizados e podem servir de criadouro para o mosquito.

A eliminação dos focos é considerada uma das principais medidas para interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e reduzir o risco de transmissão de dengue, Zika e chikungunya.

Apesar de o índice municipal ter permanecido estável, a elevação registrada na região Nordeste reforça a necessidade de manter os cuidados durante todo o ano.

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