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Saúde

Brasil registra 547 casos de doença de Creutzfeldt-Jakob em 17 anos

São Paulo concentra 37% dos diagnósticos; doença rara e neurodegenerativa foi a causa da morte do influenciador Lito Sousa

Por Jonny Reisle · Redação· 2 min de leitura
Brasil registra 547 casos de doença de Creutzfeldt-Jakob em 17 anos

O Brasil confirmou 547 casos da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) entre 2005 e 2021, segundo dados do Ministério da Saúde. No período, foram registradas 1.576 notificações de casos suspeitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), pouco mais de um terço delas posteriormente confirmadas.

Histórico

São Paulo concentra a maior parte dos diagnósticos, com 202 casos, o equivalente a 37% do total registrado no país. Minas Gerais aparece na sequência, com 57 casos, seguido por Paraná (44), Rio de Janeiro (38) e Rio Grande do Sul (35). Juntos, os cinco estados concentram cerca de 69% dos casos confirmados no período.

A DCJ é uma doença neurológica rara, progressiva e fatal, causada por alterações em proteínas chamadas príons. A forma esporádica é a mais frequente e, geralmente, surge em pessoas entre 60 e 80 anos. Entre os sintomas estão demência de rápida progressão, alterações de comportamento, dificuldades de coordenação e movimentos involuntários.

De acordo com informações da vigilância em saúde, a faixa etária de 55 a 74 anos concentrou 60,2% das notificações, enquanto a idade média entre os casos suspeitos foi de 66 anos. A evolução da doença costuma ser rápida: cerca de 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano após o início dos sintomas.

Vítima fatal

A doença ganhou destaque nesta semana após a morte do influenciador e piloto Lito Sousa, conhecido pelo canal “Aviões e Música”. Ele morreu aos 59 anos, em 1º de outubro, após ser diagnosticado com DCJ em agosto. O quadro evoluiu rapidamente e, apesar da tentativa de uso de uma substância experimental, a doença não pôde ser interrompida.

Atualmente, não existe tratamento capaz de interromper a progressão da DCJ. O atendimento é baseado principalmente em cuidados de suporte. A forma mais comum, a esporádica, não é considerada transmissível entre pessoas no convívio cotidiano. Também não há registros confirmados da variante da doença associada ao consumo de carne bovina contaminada no Brasil.

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