Apesar de promessa para setembro, Hospital Regional não sai neste mês

Lucas Maciel
O Hospital Regional Divino Espírito Santo, em Divinópolis, prometido para este mês, terá suas obras concluídas ainda este ano. Esta foi a resposta da Secretaria de Estado de Saúde. Conforme a pasta, os trabalhos avançam em diversas frentes, e seguem o cronograma previsto. A retomada das obras, em 2023, marcou o reinício de um projeto paralisado por quase dez anos, que agora se aproxima da fase final.
Embora o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, tenha prometido, durante visita, a entrega da unidade para setembro, a resposta agora é que a conclusão ocorrerá até o fim de 2025. A longa espera reforça a expectativa da população da região, que há anos depende de outros municípios para atendimentos de média e alta complexidade.
Quando concluída, a unidade de saúde terá 220 leitos, incluindo UTI adulta e neonatal, além de diversas especialidades médicas e ambulatoriais. Funcionará como hospital universitário, em parceria com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), oferecendo também áreas de ensino para estudantes da região.
Posição
A conclusão do Hospital Regional Divino Espírito Santo segue sendo uma das obras prioritárias da região. Para esclarecer o andamento do projeto, o Agora questionou a Secretaria de Estado de Saúde sobre a obra e recebeu a confirmação de que todos os serviços seguem dentro do planejamento previsto, sem intercorrências.
— A obra do Hospital Regional de Divinópolis está prevista para ser concluída no segundo semestre deste ano, conforme divulgado anteriormente. O cronograma contratual segue dentro do prazo estabelecido, sem intercorrências — escreveu a pasta.
A pasta ainda detalhou que os trabalhos feitos no momento incluem as instalações elétricas, sistemas de proteção e combate a incêndio, aquecimento de água, gases medicinais, além de pintura, marcenaria e execução de obras civis.
Inauguração
Apesar da previsão de conclusão para o fim deste ano, a operação do deve começar apenas em 2026, inicialmente de forma parcial. A informação foi dada pela Ebserh no mês passado.
De acordo com a Ebserh, foram feitas solicitações de adequações na obra, mas o Estado aceitou apenas ajustes na central de materiais, que dependem de aditivo contratual com a construtora. Mesmo diante dessas divergências, a empresa confirmou que a inauguração parcial é viável, garantindo que parte dos serviços hospitalares já possa ser disponibilizada à população.
Durante visita realizada no início de maio, o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, ressaltou que o governo federal tem discutido com o estadual a necessidade de readequações no programa assistencial, o que exige mudanças estruturais na unidade.
— Isso exige que sejam feitas obras de adaptação, não são de grande volume, mas são necessárias. Isso, naturalmente, tende a exigir algum tempo de adaptação — reforçou.
Segundo Chioro, ajustes eram necessários antes do funcionamento completo do hospital.
Relembre
Depois de quase uma década sem nenhum avanço, as obras do hospital foram retomadas em 2023, quando o governador Romeu Zema (Novo) esteve na cidade para a assinatura da ordem de serviço. O primeiro passo foi a readequação dos projetos arquitetônicos às novas legislações, devido ao tempo de paralisação.
Desde a retomada, o telhado do hospital foi totalmente revisado, assim como as esquadrias, os revestimentos de parede e os elevadores, pavimentação externa e no piso intertravado na área de estacionamento e vias de acesso interno.
Cidades
O Regional terá um papel central na saúde da macroregião, servindo como referência para atendimento a dezenas de municípios, como:
Aguanil, Araújos, Arcos, Bambuí, Bom Despacho, Camacho, Campo Belo, Cana Verde, Candeias, Carmo da Mata, Carmo do Cajuru, Córrego Danta, Córrego Fundo, Cristais, Divinópolis, Dores do Indaiá, Estrela do Indaiá, Formiga, Igaratinga, Itapecerica, Itatiaiuçu, Itaúna, Japaraíba, Lagoa da Prata, Leandro Ferreira, Oliveira, Onça de Pitangui, Pains, Pará de Minas, Passa Tempo, Pedra do Indaiá, Perdigão, Pimenta, Santo Antônio do Amparo, Santo Antônio do Monte, São Gonçalo do Pará, São José da Varginha, São Sebastião do Oeste, Serra da Saudade e Tapiraí.
Perfil assistencial
A unidade contará com infraestrutura completa para atendimento de média e alta complexidade. O hospital terá bloco cirúrgico com oito salas, maternidade equipada com três quartos de pré-parto, parto e pós-parto, quatro salas de parto cirúrgico e ambulatório com oito consultórios. Além disso, oferecerá serviços auxiliares de diagnóstico e terapia, incluindo tomografia, ressonância magnética, hemodinâmica, mamografia, raio-x, ultrassom e densitometria.
Entre as especialidades, a população terá acesso a obstetrícia clínica e cirúrgica, centro de parto normal tipo II, gestação de alto risco tipo II, clínicas cirúrgicas em diversas áreas (geral, otorrinolaringologia, pediatria, cardiologia, neurologia, ortopedia, traumatologia, plástica, vascular, endovascular e urologia), além de clínica médica, pediatria, oftalmologia e serviços de saúde mental integrados à rede de atenção psicossocial.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
