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Saúde

Semusa amplia imunização contra a dengue para crianças a partir de cinco anos

Semusa amplia imunização contra a dengue para crianças a partir de cinco anos

Da Redação

Em uma nova etapa do combate à dengue, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), anunciou a ampliação da faixa etária para a vacinação contra a doença. A partir de agora, crianças a partir de 5 anos de idade já podem ser imunizadas com a vacina tetravalente atenuada, que oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.

Com a mudança, passam a ter direito à vacinação crianças e adolescentes entre 5 anos completos até 16 anos, 11 meses e 29 dias. A decisão é uma resposta à baixa adesão registrada até o momento, aliada à necessidade de utilizar de forma estratégica as doses já disponíveis no município.

Até então, a vacinação era permitida apenas para crianças a partir dos 6 anos. A redução da idade mínima representa um avanço na política municipal de prevenção, visando principalmente proteger o público mais vulnerável, como os pequenos em idade escolar, que frequentemente estão em ambientes coletivos — propícios para a disseminação de doenças infecciosas.

Duas doses 

A vacina contra a dengue utilizada no município segue um esquema vacinal composto por duas doses, aplicadas com um intervalo de três meses entre cada uma. A imunização é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) credenciadas, mediante apresentação de documentos pessoais da criança ou adolescente, além de comprovante de residência em Divinópolis.

Segundo a Semusa, no caso de o usuário não estar vinculado a nenhuma unidade de saúde da cidade, será necessário comprovar residência em território municipal para garantir o acesso ao imunizante.

A vacina utilizada é do tipo tetravalente atenuada, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e tem se mostrado eficaz na prevenção contra a dengue em suas quatro formas virais. Trata-se de uma ferramenta importante para diminuir o número de infecções, especialmente os casos mais graves que exigem internação hospitalar e podem até levar à morte.

Sinal de alerta

Apesar da relevância da vacina no cenário epidemiológico atual, a procura pelo imunizante pode ser considerada abaixo do esperado. De acordo com informações da Central de Imunização de Divinópolis, mesmo com a oferta gratuita nas UBSs, o número de pais ou responsáveis que têm levado seus filhos para se vacinar ainda é pequeno.

Com a proximidade do período chuvoso — quando há maior incidência do mosquito Aedes aegypti —, as autoridades de saúde alertam para a necessidade urgente de ampliar a proteção entre os públicos prioritários. A vacinação é uma das formas mais eficazes de conter o avanço da dengue, especialmente em áreas urbanas com alta densidade populacional, como é o caso de diversos bairros de Divinópolis.

Outras do calendário

Outro ponto destacado pela Semusa é que a vacina contra a dengue pode ser aplicada no mesmo dia de outras vacinas do calendário vacinal, sem necessidade de intervalo entre elas. Isso facilita o planejamento das famílias, especialmente aquelas que já comparecem às UBSs para outras imunizações de rotina.

Contudo, é importante observar algumas contra indicações temporárias: em casos de doença febril aguda ou uso recente de medicamentos imunossupressores, como corticoides ou quimioterápicos, a vacinação deve ser adiada até a completa recuperação da criança ou adolescente.

Além disso, crianças que já contraíram dengue recentemente devem aguardar um intervalo de 6 meses após a recuperação completa para receber a vacina, conforme recomendação do Ministério da Saúde (MS).

Comunidade é fundamental

A Prefeitura tem investido em campanhas informativas e reforçado a importância da imunização por meio dos canais oficiais, como redes sociais, rádio e unidades de saúde. Ainda assim, o sucesso da ação, conforme o município, depende diretamente da mobilização das famílias, das escolas e da comunidade como um todo.

O Executivo ressalta que a vacina não substitui outras medidas preventivas, como eliminar focos do mosquito transmissor em casa, manter caixas d’água tampadas, e evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus e calhas.

Ainda é uma ameaça 

De janeiro a setembro deste ano, Divinópolis já registrou centenas de casos confirmados, incluindo episódios que evoluíram para a forma grave da doença. Por mais que 2025 tenha registrado uma queda vertiginosa nos números, em comparação com 2024, o cuidado permanece essencial para que os números continuem diminuindo. 

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